quarta-feira, julho 24, 2024
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    Brasileiro nos EUA: Entre o roubo a banco e os golpes milionários

    Um brasileiro foi preso nos Estados Unidos esta semana por assaltar a um banco. A prisão pode ter sido o fim de uma longa jornada criminosa, que começou com estelionatos — muitos deles, ainda no Brasil.

    O corretor de imóveis João Carlos do Rego passou os últimos 12 anos aplicando diferentes tipos de golpes. Desde 2017, o criminoso viveu entrando e saindo frequentemente dos Estados Unidos.

    João já era investigado pelas autoridades americanas por dar um golpe em outra corretora de imóveis brasileira na Flórida, em 2022. Ele também enganou Christian, um empresário americano, e aplicou um golpe de US$ 72 mil, após a venda falsa de uma casa.

    “A gente limpou a casa toda. Íamos colocar paredes novas, um teto novo. Ia virar uma casa nova”, disse vítima.
    Christian achava que estava comprando uma casa abandonada para depois revendê-la a um comprador, que seria apresentado por João Carlos. Mas o proprietário da casa não sabia da venda, e João sumiu.

    Contando com Christian, João fez pelo menos 21 vítimas de João Carlos nos Estados Unidos, de quem ele roubou ao menos US$ 285 mil, o equivalente a R$ 1,4 milhão.

    A defesa de João Carlos não foi localizada.

    Crimes no Brasil
    João começou a praticar golpes muito antes, no Brasil. Antes de se mudar para os EUA, ele praticou uma série de estelionatos.

    Identificado 13 desses casos. Eram diferentes tipos de golpe, mas, no mais comum, ele atuava como intermediário de uma negociação imobiliária, enganando as duas partes, fraudando contratos. O maior golpe foi na compra de um apartamento na Zona Sul de São Paulo, em 2018.

    “Para realmente consolidar esse golpe, ele falsificou um e-mail em nome do vendedor e falsificou um e-mail em nome do comprador. Aí ele mandava mensagens copiando todas as partes envolvidas e respondia criando meio que um diálogo real entre todas as partes”, explica o advogado de uma das vítimas.

    Nesse golpe, João ainda acrescentou uma cláusula que pedia um sinal a ser depositado na conta dele. Daniel, a vítima, pagou essa entrada, de R$ 350 mil reais, ficou no prejuízo.

    Um ano antes, em 2017, João Carlos foi investigado por outro estelionato feito com contrato falso. Ele admitiu o golpe e disse que o dinheiro era para pagar contas e dívidas. Foi indiciado e o delegado o classificou como frio e certo de sua impunidade.

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