MATO GROSSO— O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirma ter sido vítima de uma onda de desinformação após sua viagem a Portugal ser associada ao chamado Fórum de Lisboa, evento que reúne autoridades, juristas e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), popularmente apelidado por críticos de “Gilmarpalooza”.
A polêmica ganhou força depois que o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), aliado político do senador, criticou publicamente a suposta participação de Wellington no encontro realizado em Lisboa. O parlamentar chegou a classificar a presença no evento como incoerente diante das críticas frequentes feitas por setores da direita ao STF.
No entanto, após conversar diretamente com Wellington, Cattani recuou e admitiu que teria sido induzido ao erro por informações que circularam nas redes sociais e em veículos de comunicação.
Segundo relato do próprio deputado, o senador explicou que não participou do Fórum de Lisboa e que a viagem teve caráter religioso.
“Ele me falou que foi para Portugal cumprir uma promessa religiosa em Fátima. Inclusive tem uma irmã dele que mora lá”, afirmou Cattani ao comentar a conversa.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Wellington ao lado do Padre Bruno Costa, missionário da Comunidade Canção Nova, com quem mantém amizade há vários anos. Os registros foram feitos justamente no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, um dos principais destinos de peregrinação católica do mundo.
A versão apresentada pelo senador sustenta que sua agenda em Portugal estava ligada a compromissos religiosos e familiares, sem participação nas atividades do evento jurídico realizado em Lisboa.
Cattani afirmou ainda que questionou Wellington sobre o motivo de não ter esclarecido o assunto antes. Segundo o deputado, o senador respondeu que não costuma dar satisfações sobre compromissos pessoais, mas informou que deverá detalhar a viagem após retornar a Mato Grosso.
Aliados de Wellington avaliam que a associação imediata entre sua presença em Portugal e o Fórum de Lisboa foi utilizada por adversários para desgastar sua imagem junto ao eleitorado conservador, justamente em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026.
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