O agente da Polícia Federal, pai de um dos estudantes apontados na investigação sobre a lista com nomes de mulheres classificadas como “estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), está afastado por licença médica e ainda não prestou depoimento à corporação. Segundo a Polícia Federal, ele também é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após ter ido à universidade e, supostamente, intimidado estudantes envolvidos nas denúncias.
De acordo com a universidade, o policial registrou um boletim de ocorrência alegando que o filho estaria sendo ameaçado por outros estudantes. Conforme o relato, essa teria sido a motivação para a ida ao campus. Imagens das câmeras de segurança da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores com uma mochila, um boné preto e um objeto na cintura semelhante a uma pasta (veja vídeo abaixo).
Segundo a Policia Federal, durante as investigações, a arma do servidor também foi recolhida. O depoimento à Corregedoria deverá ocorrer após o fim do afastamento médico, que ainda não tem data prevista.
Em nota, a Polícia Federal informou que o caso é investigado pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da instituição em Mato Grosso. A corporação afirmou ainda que adotou as medidas administrativas cabíveis e reforçou o compromisso com a legalidade, a ética e a conduta funcional de seus servidores.
A UFMT também informou que realizou, em 22 de maio, uma reunião com o corregedor da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Cláudio Trapp, para discutir as medidas de segurança adotadas após a circulação da lista.
























