RONDONÓPOLIS (MT) – A Assembleia de liquidação da Coder virou palco de um confronto direto entre quem defendia os trabalhadores e quem defendia o interesse da Prefeitura.
De um lado, o advogado Dr. Olivar Nunes, representando o SISPMUR, entrou firme para proteger quase 600 trabalhadores que poderão perder o emprego com o fim da companhia.
Do outro, o procurador adjunto Vilmar Paranhos Jr., defendendo a posição jurídica e política do município.
O clima começou tenso e terminou por um fio da briga física. No meio do bate-boca, Olivar disparou contra o procurador, chamando-o de “pixuleco”. A frase ecoou, a temperatura subiu e foi preciso a turma do “calma, calma, calma!” para evitar que a confusão virasse empurrão.
E o advogado não parou por aí. No auge da discussão, ainda mandou uma provocação que já entrou para os clássicos do folclore político local:
“Eu não te chamei de boca de porcelana, não chegou nesse nível ainda.”
Apesar da guerra de palavras, a Assembleia seguiu seu curso e aprovou a liquidação da Coder. O processo deverá começar a partir de 15 de janeiro, tendo José Cláudio de Melo, atual diretor administrativo-financeiro, como o escolhido para assumir o cargo de liquidante.
Enquanto o martelo jurídico bate, o clima político segue pegando fogo.
A batalha entre os 600 trabalhadores à beira do desemprego e o município empenhado no fechamento da estatal promete render novos capítulos, se continuar nesse tom, capítulos bem barulhentos.
























