Rondonópolis (MT) – Durante a 5ª edição do TJMT Inclusivo Capacitação e Conscientização em Autismo, o prefeito Cláudio Ferreira (PL) usou a tribuna, realizada nesta sexta-feira (17), o prefeito Cláudio Ferreira (PL) lançou um alerta pesado: o avanço descontrolado da judicialização dos atendimentos ao autismo está gerando um rombo milionário nos cofres públicos e prejudicando os próprios autistas que mais precisam.

O evento, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, reuniu autoridades, profissionais da saúde e familiares na ADNA Rondonópolis, mas a fala do prefeito foi a que mais ecoou.
“A causa autista é legítima e precisa de apoio. Mas tem muita gente ganhando dinheiro às custas dela. A judicialização virou um negócio, e o debate honesto está sendo atropelado por quem lucra com o problema”, disparou Cláudio.
Gasto público explodiu: de R$ 400 mil para R$ 25 milhões
Os números apresentados por Cláudio Ferreira impressionam.
Em 2020, a Prefeitura de Rondonópolis gastava cerca de R$ 400 mil com terapias e atendimentos voltados ao autismo.
Dois anos depois, em 2022, o valor saltou para R$ 2,5 milhões.
Em 2024, a curva virou abismo: mais de R$ 19 milhões, com previsão de encerrar o ano acima dos R$ 25 milhões.
“Com a metade disso, R$ 12 milhões, nós poderíamos atender todos os autistas da cidade, com dignidade e acompanhamento contínuo”, pontuou o prefeito.
Segundo ele, o fenômeno da judicialização — quando famílias recorrem à Justiça para garantir o atendimento — tem sido explorado por grupos e clínicas privadas, criando um desequilíbrio financeiro que ameaça a sustentabilidade do sistema público.
Cláudio Ferreira deixou claro que não fala contra o direito dos autistas, mas contra o uso político e financeiro da pauta.
“Temos que separar quem luta pela causa de quem usa a causa. Infelizmente, existem muitos aproveitadores que vivem do conflito, e não da solução. Isso precisa ser enfrentado com coragem e transparência”, destacou.
O prefeito defendeu que a resposta não deve vir na base da força ou da canetada, mas com diálogo e planejamento.
“O que o Tribunal de Justiça está fazendo hoje é o caminho certo. É o exercício da civilidade: sentar, debater, propor soluções conjuntas e construir políticas públicas sustentáveis”, completou.
O auditório da ADNA Rondonópolis ficou lotado de autoridades, profissionais, familiares e pessoas com autismo.
No final do evento, o clima foi de reflexão, e de reconhecimento de que o tema precisa sair das manchetes e virar política pública real, sem oportunismo nem lucro fácil.

























