Em uma nova manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o inquérito aberto em 2023 contra o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, volte a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação é sobre um processo que averigua desvios na compra de 300 respiradores para combate à Covid-19.
Os 300 respiradores foram comprados por R$ 48 milhões, mas nunca foram entregues. Em 2020, início da pandemia, Costa era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste.
Em maio de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou o caso e afastou qualquer responsabilidade de Rui Costa.
A PGR apontou, na nova manifestação, que as suspeitas de crimes na compra de respiradores pelo então governador da Bahia podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula.
A assessoria de Rui Costa não se manifestou sobre o pedido da PGR.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o cenário é tão grave que, até hoje, os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado. O órgão informou que a Polícia Federal (PF) ainda está finalizando diligências para descobrir o destino do dinheiro desviado e apontou que os recursos podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, citando entre eles Rui Costa. As informações são Estadão e da CNN Brasil.

























