Rondonópolis (MT) – O Park Rita Maria, que deveria ser sinônimo de casa própria e dignidade, virou símbolo de calote autorizado, obra fantasma e desrespeito institucional. A construtora Via Sul, responsável pela obra financiada pela Caixa Econômica Federal, já acumula mais de 600 dias de atraso, deixando mais de 300 famílias no prejuízo.
Prometido para 2023, o conjunto habitacional segue inacabado. São três blocos parados e zero resposta da construtora. Enquanto isso, os moradores estão pagando três vezes pela mesma casa:
Aluguel, Financiamento bancário, Prestação para a construtora. E sabe o que receberam em troca? Concreto, mato e promessas vencidas.
Na noite desta quarta-feira (30), cerca de 150 compradores se reuniram no auditório de uma universidade no centro da cidade para dizer basta!
Estiveram presentes representantes do Procon Municipal, Creci, Câmara Municipal e Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
“O que era pra ser o sonho da casa própria virou um pesadelo em parcelas”, resumiu a compradora Daiany Paes.
“Tem gente aqui que usou tudo que tinha, está pagando banco, construtora e aluguel, e não sabe mais o que fazer. Isso é um golpe institucionalizado”, denunciou Wellysson Mendes, também comprador e advogado.
Obra travada, famílias lesadas e construtora calada
Mesmo com uma nova promessa de entrega para outubro de 2025, ninguém acredita mais. A obra não avança, o canteiro parece abandonado, e a Construtora Via Sul sequer aparece para dar explicações.
Durante a reunião, foi criada uma comissão de moradores para cobrar diretamente a Caixa Econômica Federal, acionar o Procon e pedir a substituição da construtora, para acabar com o sofrimento.
A reportagem tentou contato com a Via Sul, mas, como já virou padrão, ninguém atendeu, ninguém respondeu, ninguém apareceu.























