JOINVILLE (SC) — O vereador Cleiton Profeta (PL) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Joinville após votação que atingiu exatamente o número mínimo necessário para a perda do cargo: 13 votos.
O caso ganhou repercussão nacional após o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) compartilhar nas redes sociais o vídeo da sessão e criticar a atuação do Partido Novo. Em sua publicação, Eduardo destacou que vereadores do Novo votaram ao lado de parlamentares do PT pela cassação de Profeta.
Na votação, os quatro vereadores do Novo apoiaram a perda do mandato. O voto favorável à cassação também contou com o apoio da vereadora Vanessa da Rosa (PT), além de parlamentares de outras siglas. Dois vereadores do PL votaram pela absolvição.
A denúncia foi apresentada pelos diretórios municipal e estadual do Novo, que acusaram Profeta de quebra de decoro parlamentar por supostas ofensas a colegas, tumultos durante sessões e episódios de confronto dentro da Câmara.
A defesa do vereador alegou perseguição política e questionou a imparcialidade da Comissão Processante. Mesmo assim, o plenário decidiu pela cassação.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que o episódio mostra uma aproximação entre Novo e setores da esquerda em determinadas pautas. Já os defensores da cassação sustentam que a decisão teve como base exclusivamente a análise da conduta parlamentar de Profeta.
Com a perda do mandato, a vaga deve ser ocupada pelo suplente Cassiano Ucker (PL). A defesa de Cleiton Profeta informou que pretende recorrer à Justiça para tentar anular a decisão e buscar o retorno ao cargo.






















