RONDONÓPOLIS (MT) – O trânsito da cidade virou um palco diário de imprudências. Um verdadeiro festival de desrespeito, daqueles que fariam qualquer manual de direção segura pedir aposentadoria por estresse. Táxi, moto, carro particular… ninguém parece disposto a obedecer ao básico da sinalização. E o resultado está aí: mais acidentes, mais feridos e uma sensação crescente de que dirigir em Rondonópolis virou um esporte radical sem equipamento de proteção.
Quem anda pelas avenidas percebe rápido que a pressa virou regra e o bom senso virou exceção. Tem motorista avançando preferencial como se estivesse em prova de arrancada, motociclista costurando no trânsito como se pilotasse em jogo de videogame e taxista que acha que é blindado de guerra. No fim, todos colaboram para transformar as ruas em armadilhas ambulantes.
E não adianta procurar culpado único. A verdade amarga é que a falta de consciência coletiva está matando. Enquanto a cidade não entender que trânsito é responsabilidade compartilhada, seguiremos assistindo ao mesmo roteiro: sirenes, vítimas, famílias desesperadas e tristeza sem fim em grupos de WhatsApp que sempre começam com “mais um acidente…”.
Rondonópolis não precisa de sorte. Precisa de educação no trânsito. Precisa de motorista que leia placa, respeite faixa, diminua velocidade e lembre que a rua não é propriedade particular. Sem isso, o que vem pela frente é previsível: mais estatísticas, mais manchetes sangrentas e mais vidas interrompidas por escolhas erradas de quem deveria simplesmente dirigir com respeito.
























