Rondonópolis (MT) — A tarde desta terça-feira (15) pegou fogo na Câmara Municipal, com uma revelação que caiu como uma bomba: a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) já acumula um impacto negativo de mais de R$ 500 milhões no orçamento do município! A constatação foi apresentada por uma equipe técnica da Prefeitura durante a ordem do dia, deixando vereadores e participantes boquiabertos diante do abismo financeiro da estatal.
A secretária municipal de Fazenda, Rane Curto, não economizou palavras ao mostrar que a Coder está em situação de insolvência crítica — praticamente falida. Segundo ela, apenas a dívida atual da empresa já ultrapassa R$ 261 milhões, e o patrimônio líquido negativo já passa dos R$ 242 milhões, formando um rombo total superior a meio bilhão de reais para os cofres públicos. “Todo esse prejuízo recai diretamente sobre o município, já que a Prefeitura é sócia majoritária”, reforçou Rane.
Os números assustam: só em 2023, a Coder registrou prejuízo de R$ 5,5 milhões; em 2024, o rombo saltou para mais de R$ 21 milhões; e só no primeiro semestre de 2025 já foram mais de R$ 13 milhões no vermelho. Em apenas dois anos e meio, a empresa torrou mais de R$ 40 milhões, drenando recursos públicos.
NÃO TEM JEITO
Para os mais otimistas, a secretária trouxe outro banho de água fria: mesmo que se corte 60% da folha de pagamento, a Coder continuaria deficitária. O relatório apresentado aos vereadores deixou claro que qualquer tentativa de “remendar” a estatal apenas arrastaria a cidade para um caos fiscal ainda maior.
Mesmo em caso de homologação da dívida trabalhista e previdenciária com a União — processo que está em andamento — a equipe econômica reforçou que o modelo da empresa é insustentável. “O formato da Coder, do jeito que está, vai continuar gerando rombo atrás de rombo”, disparou Rane.























