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    Zema renuncia ao governo de Minas e dispara críticas a Lula: “Somos um país roubado”

    Saída do cargo ocorre em meio à pré-candidatura presidencial e abre espaço para Mateus Simões assumir o comando do Estado
    O agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou sua renúncia ao cargo neste domingo (22), transferindo o comando do Estado para o vice, Mateus Simões (PSD). A decisão acontece enquanto Zema intensifica sua movimentação como pré-candidato à Presidência da República.

    Discurso com críticas ao governo federal
    Durante a cerimônia de despedida, Zema adotou um tom duro contra a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês”, declarou.

    Ele também afirmou: “O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília”.

    Em outro trecho, reforçou o discurso político: “Nós não somos um país fracassado, somos um país roubado […] Chegou a hora de mudar o Brasil todo”.

    Novo governador já projeta reeleição
    Com a saída de Zema, Mateus Simões assume o governo mineiro e deve disputar a reeleição. O novo chefe do Executivo estadual busca apoio de partidos de oposição, incluindo o PL e aliados do bolsonarismo.

    Durante a posse, Simões também fez críticas ao governo federal e destacou a área de segurança pública como prioridade.

    “Em Minas Gerais, quem tem direito de usar a força é só a polícia. Isso significa que qualquer bandido que tentar atuar aqui vai ser caçado e expulso, e vocês não me verão triste pelo resultado de nenhuma operação policial em que todos os policiais estejam vivos, que a minha preocupação é garantir que bandido seja preso e fique preso.”

    Bolsonaro articula cenário eleitoral
    Nos bastidores, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem defendido a aproximação de Zema com seu grupo político. Antes de ser internado, Bolsonaro teria solicitado a aliados no Congresso que tentassem convencer o ex-governador a compor uma chapa presidencial como vice do senador Flávio Bolsonaro.

    Segundo relatos, os pedidos ocorreram durante visitas recebidas por Bolsonaro entre o fim de fevereiro e o início de março na Penitenciária da Papuda.

    A avaliação do ex-presidente é de que Zema poderia fortalecer a candidatura de Flávio, especialmente em Minas Gerais, que possui o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 16,5 milhões de eleitores.

    Pesquisas e posição de Zema
    Levantamento da Real Time Big Data indica que Lula aparece numericamente à frente em Minas Gerais em um cenário direto contra Flávio Bolsonaro e Zema.

    Apesar das articulações, Zema tem reiterado que pretende disputar a Presidência. Em entrevista concedida à EPTV Sul de Minas, em Varginha (MG), ele afirmou que não recebeu convite formal da família Bolsonaro.

    “Houve veiculação desse ponto na mídia, mas nunca houve e provavelmente não haverá nenhum convite formal a mim ou ao Partido Novo, porque o meu posicionamento é que eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final. Eu sou um pré-candidato diferente dos demais, eu não tenho carreira política e o Brasil precisa ter sua política oxigenada”, declarou.

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