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    Justiça manda afastar policial civil de MT condenado por estuprar colega em viagem a trabalho

    A Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento do policial civil Jeovanio Vidal Gribiel após ser condenado a oito anos de prisão por estupro e vulnerável contra uma colega de trabalho em 2022. A decisão da juíza Henriqueta Fernanda Lima foi assinada na ultima quinta feira (11).

    A Polícia Civil afirmou que “já adotou todas as providências cabíveis para o cumprimento da decisão judicial que determinou a aplicação de medidas cautelares decretadas”.

    O crime ocorreu em novembro de 2022. em Goiânia, durante uma viagem de trabalho. Segundo o processo, o policial teria colocado uma substância na bebida da colega e praticado os abusos enquanto ela estava sob efeito da droga e sem condições de reagir.

    Em depoimento, a vítima relatou que chegou a despertar durante os abusos e pediu mais de uma vez para que o policial parasse. Ainda assim, segundo o relato, ele teria continuado com as agressões.

    Além da condenação, a Justiça determinou uma série de medidas para proteger a vítima e evitar qualquer contato com o policial. As decisões foram estabelecidas após a análise do caso e passam a valer imediatamente.

    Entre as medidas determinadas estão:

    afastamento imediato do policial de suas funções, especialmente das atividades operacionais;
    proibição de qualquer contato com a vítima, de forma direta ou indireta, inclusive por meio de terceiros;
    proibição de se aproximar da vítima, devendo manter distância mínima de 500 metros da residência, local de trabalho e demais locais frequentados por ela;
    impedimento de convivência funcional entre os dois, com a realocação ou afastamento do policial de qualquer ambiente que possibilite contato, ainda que indireto;
    suspensão do porte de arma e recolhimento imediato da arma funcional;
    proibição de acessar dados pessoais, funcionais ou informações da vítima em sistemas institucionais e bancos de dados policiais;
    multa de R$ 3 mil por cada descumprimento das medidas, sem prejuízo da decretação de prisão preventiva;
    custeio de acompanhamento psicológico especializado para a vítima, destinado ao tratamento das sequelas emocionais causadas pelo caso.
    Na decisão, a Justiça destacou ainda a necessidade de garantir a segurança da vítima e impedir qualquer situação que possa resultar em intimidação, constrangimento ou revitimização durante o cumprimento das medidas.

    Ficha criminal
    O policial civil também é investigado pela morte de João Antônio Pinto, de 87 anos, ocorrida em 23 de fevereiro de 2024, na região do Contorno Leste, em Cuiabá. O idoso morreu durante uma abordagem policial que envolveu agentes da corporação. João era o suposto dono de uma terra que havia sido ocupada por invasores em 2023.

    Em 2024, o delegado responsável entendeu que houve legítima defesa, não indiciou o policial investigado. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no entanto, discordou da conclusão e pediu a continuidade das investigações. Segundo o órgão, ainda havia diligências pendentes consideradas importantes para o esclarecimento dos fatos.

    O processo tramita em segredo de Justiça desde janeiro de 2025.

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