UBERLÂNDIA (MG) A ausência do senador Wellington Fagundes (PL) na pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Veritá provocou uma onda de questionamentos em Mato Grosso. O assunto repercutiu tanto que acabou ofuscando os próprios números do levantamento e levantou suspeitas entre lideranças políticas e eleitores.
Diante da polêmica, o Marreta Urgente foi até a sede do Instituto Veritá, em Uberlândia, e conseguiu uma entrevista exclusiva com o CEO da empresa, Márcio Lima, que explicou os motivos da exclusão do pré candidato do cenário pesquisado.
Segundo Márcio, a decisão não teve relação com qualquer impedimento legal ou direcionamento político. Ele afirmou que a legislação eleitoral não obriga os institutos a incluir todos os pré candidatos em uma pesquisa e citou a Resolução 23.600 do Tribunal Superior Eleitoral como base para esse entendimento.
“O instituto não tem obrigação de colocar o nome de todos os pré candidatos. Naquele momento, entendemos que ainda havia possibilidade de composições políticas e resolvemos testar um cenário específico”, afirmou durante a entrevista exclusiva ao Marreta Urgente.
O CEO também ressaltou que Wellington Fagundes foi incluído em outras rodadas de pesquisas realizadas pelo próprio Veritá e disse que o levantamento que gerou a controvérsia sequer tinha previsão de ampla divulgação.
Durante a conversa, Márcio Lima comentou ainda sobre outra polêmica envolvendo o instituto em Santa Catarina, onde um erro na delimitação de municípios acabou gerando questionamentos judiciais. Segundo ele, tratou se de uma falha humana já corrigida internamente e que não compromete a credibilidade construída pelo Veritá ao longo de mais de três décadas de atuação.
Ao responder sobre a desconfiança comum da população em relação às pesquisas eleitorais, o dirigente afirmou que os levantamentos servem como um retrato do momento e como ferramenta para medir o sentimento do eleitorado e orientar estratégias de campanha, não como previsão definitiva do resultado das urnas.
A reportagem exclusiva do Marreta Urgente surge após dias de intenso debate sobre a ausência de Wellington Fagundes no levantamento. Para muitos analistas políticos, o fato de um dos principais nomes da disputa não aparecer no cenário acabou se tornando o aspecto mais comentado da pesquisa.
Com a manifestação oficial do CEO do Instituto Veritá, a empresa apresenta sua versão sobre o episódio e sustenta que a escolha metodológica estava amparada pela legislação vigente e por critérios técnicos adotados pelo levantamento.
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