Brasília – O jogo do poder em Brasília nunca para. O Centrão, mestre em se camuflar, agora arma um novo truque; rotular a Direita combativa como “extremista” para enfraquecer seus líderes mais fortes e, com isso, assumir a cena. O pretexto? A pauta da anistia, apelidada de “dosimetria”, onde o discurso é de “moderação”, mas a prática é pura sobrevivência política.
E no meio dessa jogada aparece Valdemar Costa Neto, cacique do PL. De um lado, posa como líder da direita, empunhando a bandeira do bolsonarismo. Do outro, negocia nos corredores do poder como sempre fez, transformando o partido em um balcão de negócios. A verdade é que o PL não sobrevive hoje sem o rosto de Jair Bolsonaro, usado como chamariz para votos e palanque, enquanto Valdemar articula com a velha guarda para garantir espaço no jogo de sempre.
Não é coincidência que, nesse tabuleiro, nomes como Paulinho da Força, Aécio Neves e outros veteranos ressurgem como protagonistas de um teatro ensaiado. Enquanto chamam a direita de “radical”, tentam vender para a opinião pública que só eles são capazes de dialogar e construir pontes. No fundo, querem poder, cargos e privilégios.
E assim vão tentando desgastar os líderes que realmente bancaram o enfrentamento, oferecendo ao sistema a tal “moderação” comandado pelo Centrão. O que se vê é a velha política vestindo a máscara da responsabilidade enquanto segura a caneta da barganha.

























