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    STF forma maioria para condenar Bolsonaro

    O Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta quinta-feira (11), para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por organização criminosa. O resultado acontece depois do voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o relator da ação penal, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino, ao votar pela condenação dos réus, configurando 3 a 1 no placar.

    Durante a leitura do voto, a ministra também citou os demais crimes imputados pelos réus, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

    “Portanto, senhor presidente, senhores ministros, em meu voto ao tratado da organização criminosa concluo exatamente pela sua comprovação. O Procurador-Geral da República denunciou, comprovou e, nas suas alegações finais, reafirmou”, alegou a ministra.

    “Do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe, tudo isso junto é de enorme violência, é de violência praticada, é de violência institucional, é de violência política e no caso do Poder Judiciário”, disse.

    “Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, deixa patente que é um crime tentado, como aqui já se disse também, é óbvio que é tentado, porque se fosse exaurido não seríamos nós que estaríamos aqui hoje a julgar, longe disso. Nós teríamos, então, nesta circunstância, aquele que dá um golpe de Estado e que consegue chegar ao poder é herói, não é golpista”, argumentou a ministra.

    Réus

    São réus do núcleo crucial da trama golpista:

    Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;

    • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
    • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
    • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
    • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
    • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
    • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
    • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
    • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

    Acusação

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, é o responsável pela acusação. Ele terá a palavra pelo prazo de até uma hora para defender a condenação dos réus.

    Crimes

    Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

    • Organização criminosa armada,
    • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
    • Golpe de Estado,
    • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
    • Deterioração de patrimônio tombado.

    A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

    A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

    Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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