Rondonópolis (MT) – O silêncio de Argemiro Ferreira pode estar com os dias contados e o que vier depois dele tem tudo para ser o maior estouro político-administrativo da história recente de Rondonópolis. Enquanto a CODER afunda em disputas judiciais, fantasma das demissões em massa e suspeitas de má gestão, uma movimentação silenciosa nos bastidores acende o alerta no andar de cima do poder: está em curso a articulação para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), com um único alvo no radar: a verdade que muitos tentam enterrar.
Fontes ouvidas pelo Marreta Urgente garantem: Argemiro Ferreira, ex-presidente da CODER, está prestes a entregar um dossiê completo à Câmara Municipal. Não para se defender. Mas para expor os bastidores dos acordos feitos longe dos olhos da população e derrubar versões convenientes que circulam por aí.
Ele guarda mensagens, prints, áudios, vídeos e registros de reuniões com figuras que hoje fingem que nunca o viram.
“Se cair, caio atirando”
Recluso, Argemiro não dá uma palavra. Mas o silêncio dele virou o maior alerta da cidade, após ser alvo de piadas, memes e ataques políticos. Em vez de revidar, escolheu o que poucos esperavam: o silêncio estratégico.
Nos corredores da Câmara, o clima já é de tensão. A proposta de criação da CEI ganha força e, conforme o Regimento Interno da Casa, basta um terço das assinaturas dos vereadores para a investigação sair do papel. Lideranças políticas e sindicais e a sociedade civil pressionam. Querem transparência, mas, principalmente, que a conta não recaia sobre os servidores da CODER.
“Se houver culpados, que sejam responsabilizados. Mas os trabalhadores não podem pagar por isso”, disse uma das pessoas próximas ao ex-presidente ao Marreta.
Fontes próximas a Argemiro falam em dossiê robusto, capaz de enterrar máscaras e alianças de ocasião. Ele já avisou: “Se for pra cair, eu caio atirando”. E tem bala na agulha. Vereadores, secretários, empresários, ex-aliados, nomes podem vir à tona. E o que hoje é fofoca de bastidor pode virar escândalo estampado em manchete, com provas.
Se a CEI for instaurada, Rondonópolis pode assistir ao maior escândalo político-administrativo dos últimos anos. E o nome de Argemiro Ferreira pode deixar de ser o do “culpado oficial” para se tornar o de um delator.
Porque em política, assim como na guerra, o soldado mais perigoso é aquele que não desperdiça munição, o pavio está aceso!























