Rondonópolis (MT) — A bomba explodiu e os estilhaços caem sobre os mais de 600 trabalhadores e sobre o bolso do contribuinte: a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) caminha para a liquidação, atolada em dívidas que ultrapassam R$ 260 milhões. Um requerimento protocolado pelo vereador Investigador Gerson (MDB) na Câmara de vereadores no último dia 8 de junho faz as perguntas que todo mundo quer saber: quem destruiu a CODER? E quem vai pagar essa conta?
Os números assustam: a empresa amarga dívidas com a União, Estado, Município, fornecedores, trabalhadores e até encargos previdenciários. E ninguém até hoje explicou claramente para onde foi tanto dinheiro. Há parcelamentos? Quais são as condições? Existe algum plano sério para recuperar a empresa?
E mais: quanto a CODER realmente arrecadou nos últimos 12 meses? Qual o tamanho da folha de pagamento, que consome milhões todos os meses? Qual o déficit mensal? Cadê os estudos que comprovem se ainda dá para salvar a companhia?
Segundo denúncias, a empresa nunca passou por uma auditoria independente nos últimos cinco anos — mesmo atolada em dívidas e suspeitas de má gestão. Como assim? O próprio controle interno da Coder e da Prefeitura não fiscalizava os relatórios? Ou fazia vista grossa? O povo quer resposta.
E os trabalhadores? São mais de 600 pais e mães de família, ameaçados de perder o emprego do dia para a noite. Qual a saída para minimizar esse impacto social? A prefeitura fala em criar uma cooperativa, mas ninguém explicou qual modelo vai ser adotado e se isso vai garantir o sustento dessas famílias.
🚨 E as responsabilidades?
Quem vai responder por anos de má gestão? Foram abertas sindicâncias para apurar irregularidades? Ou vão deixar essa dívida monstruosa nas costas do povo sem punir ninguém?
É papel do poder público garantir transparência e diálogo com a sociedade. Mas até agora, o que se vê são decisões apressadas, discursos prontos e muito pouco compromisso com a verdade.
Não existe mais tempo para joguinho político nem para empurrar sujeira para baixo do tapete.
Os vereadores já têm em mãos um pacote de perguntas que precisam ser respondidas. E o Marreta Urgente vai cobrar, dia após dia, para que as respostas apareçam — e que ninguém fuja da responsabilidade.

























