MATO GROSSO — O jogo foi decidido longe daqui. Em Brasília, numa reunião reservada na sexta-feira (27), lideranças nacionais selaram o destino da federação entre PRD e Solidariedade. E o impacto já chegou forte em Mato Grosso.
Estiveram no encontro o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o presidente do PRD, Ovasco Resende, e o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força. Segundo consta, ali foi alinhado o novo rumo da chamada Federação Renovação Solidária, registrada no Tribunal Superior Eleitoral em dezembro de 2025 e que obriga atuação conjunta por pelo menos quatro anos.
O recado foi claro: mudança de lado.
As informações de bastidores apontam que o apoio foi encaminhado ao senador Wellington Fagundes (PL), que se movimenta como pré-candidato ao governo em 2026. A tendência é que, nos próximos dias, esse apoio seja oficializado.
Com isso, o efeito dominó veio rápido.
O grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes, que tem como estratégia lançar Otaviano Pivetta ao governo e o próprio Mendes ao Senado, viu o projeto, até então tratado como certo dentro do PRD, desmontado.
A queda mais simbólica veio na sequência: Mauro Carvalho foi destituído da presidência do PRD em Mato Grosso.
A leitura nos bastidores é direta. Não foi ajuste. Foi ruptura.
A federação virou a chave, abandonou o alinhamento anterior e redesenhou o jogo para 2026. Na política, existe um ditado “tudo é conversa e o resto e conversa”.



























