RONDONÓPOLIS (MT) — A tentativa de transformar uma transferência legal em escândalo político bateu na parede. A Universidade Federal de Rondonópolis reagiu com firmeza, classificou a denúncia como desinformação e decidiu não só esclarecer, mas enfrentar o caso no campo jurídico.
A narrativa que ganhou força nas redes tenta vender a ideia de privilégio. Só que, segundo a própria universidade, não se sustenta quando colocada diante dos documentos. A reitora Analy Polizel foi direta: não houve irregularidade, não houve favorecimento e não houve “atalho”.
O processo, segundo consta, seguiu o caminho padrão. Protocolo, análise técnica e parecer jurídico da Procuradoria Federal ligada à AGU. Sem esse aval, não existe matrícula. Com ele, o procedimento é legal e obrigatório.
Outro ponto que a universidade tratou de derrubar é o discurso emocional que circulou por aí. A história de que alguém “tirou vaga” de quem fez Enem não procede. Transferência por ofício não entra nessa disputa. São modalidades diferentes. Não tem roubo de vaga, não tem prejuízo direto a candidato.
E tem mais. A UFR não está lidando com um caso isolado. Ao longo dos anos, pelo menos 17 estudantes já ingressaram pelo mesmo mecanismo. Nenhum virou manchete, nenhum gerou barulho. Agora virou. Coincidência?
A denúncia também tenta misturar assuntos para inflar suspeita. Fala em convênio com prefeitura como se isso tivesse relação com matrícula. A reitoria foi clara. Não tem ligação. Não existe troca, não existe negociação, não existe esse caminho que estão tentando desenhar.
Na base legal, a universidade sustenta o que fez. A lei federal permite transferência para manutenção familiar em função pública. E há entendimento jurídico que inclui agentes políticos nesse cenário. Não é invenção local, é interpretação respaldada.

Na verdade, é disputa política travestida de denúncia.
E a resposta veio no mesmo nível de firmeza. A Procuradoria da universidade pediu retratação. Não houve. Agora o caso vai para a Justiça, com ações por danos morais e responsabilização civil e criminal de quem espalhou a informação.
A universidade abriu as portas. Disse que os documentos estão disponíveis, dentro dos limites legais. Quem quiser ver, pode conferir.
No fim, o cenário é claro. De um lado, vídeo, acusação e narrativa. Do outro, processo formal, parecer jurídico e documentação.
E aí não tem muito espaço pra achismo. Ou prova, ou recua com FakeNews.
























