Mato Grosso exportou mais de 535 mil toneladas de soja e farelo de soja para o Japão em 2025, movimentando US$ 193,9 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), e divulgados nesta sexta-feira (26).
Conforme a federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), além de consolidar o país asiático como um importante destino para o agronegócio do estado, a relação comercial pode ganhar um novo capítulo com a possível abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.
De acordo com o Imea, Mato Grosso embarcou 311,94 mil toneladas de farelo de soja para o Japão em 2025, com receita de US$ 105,35 milhões. As exportações de soja em grão somaram outras 223,4 mil toneladas, gerando US$ 88,61 milhões. Juntos, os dois produtos totalizaram 535,34 mil toneladas comercializadas e US$ 193,96 milhões em negócios.
Os números confirmam o complexo soja como principal elo comercial entre Mato Grosso e o mercado japonês. Apesar de ser uma das maiores economias do mundo, o Japão depende da importação de matérias-primas para abastecer parte da produção de alimentos, rações e proteínas.
Na balança comercial entre Brasil e Japão, outros produtos também têm peso. Em 2025, o Brasil exportou 12,63 milhões de toneladas de minério de ferro, com receita de US$ 960 milhões. As vendas de café alcançaram 150 mil toneladas e movimentaram US$ 1,03 bilhão. Já as importações brasileiras de partes e acessórios para veículos automotores somaram US$ 1,15 bilhão.
Carne bovina é aposta do setor
Embora a soja lidere as exportações de Mato Grosso para o Japão, a principal expectativa do setor está na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.
A negociação é considerada estratégica pelo governo federal, pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e pela indústria exportadora.
As negociações avançaram após o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, requisito considerado essencial para acessar mercados mais restritivos. O Japão também prevê uma auditoria no sistema sanitário brasileiro, etapa necessária antes de avaliar a autorização para importar carne bovina do país.


























