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    Anúncio de Bonner sobre Bolsonaro chama atenção por detalhe curioso

    William Bonner entrou ao vivo no Plantão da Globo nesta quinta-feira, 11, para anunciar que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A escolha do jornalista chamou atenção da web. Nas redes sociais, muita gente lembrou que Bonner foi um dos principais alvos de críticas e ataques do ex-presidente, especialmente durante a campanha presidencial e ao longo de seu mandato (2019-2022), em meio à pandemia de covid-19.

    Durante esse período, Bolsonaro chegou a chamá-lo publicamente de “canalha”, “sem-vergonha”, “maior mentiroso” e “cara de pastel”, além de colocar em dúvida sua imparcialidade e salário.

    Os ataques não ficaram apenas no campo verbal: Bonner foi alvo de ameaças virtuais, teve dados pessoais da família expostos em tentativas de fraude e chegou a enfrentar hostilidades em público. Em transmissões ao vivo, Bolsonaro também disparou ofensas contra a TV Globo, chamando-a de “imprensa porca”, “jornalismo podre”, “nojenta” e “corrupta”.

    Em meio às tensões, o então presidente chegou a sugerir que poderia não renovar a concessão pública da Globo, mas acabou assinando, a dez dias de deixar o cargo, a renovação da outorga por mais 15 anos.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira, 11, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na articulação da suposta trama golpista. O placar foi de 4 a 1 pela condenação do ex-presidente.

    Antes, a Turma já tinha aprovado por 4 a 1 a condenação do ex-presidente por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Para os ministros, há provas robustas sobre a participação de Bolsonaro na articulação do plano de golpe de Estado (entenda mais abaixo).

    Votaram à favor da condenação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux foi o único que divergiu da pena aplicada ao ex-presidente.

    A Corte ainda condenou os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa). Moraes também votou pela condenação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do Planalto e delator no processo, e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos.

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