RONDONÓPOLIS (MT) — Um sargento da policial militar é investigado após ser denunciado de agredir brutalmente a ex-companheira durante a madrugada desta quarta-feira (24), em Rondonópolis. A vítima, de 29 anos, precisou ser levada ao Hospital Unimed, onde conseguiu pedir ajuda à equipe médica e acionar a Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que, por volta das 3h50, o suspeito, entrou na residência sem autorização, arrombou a porta do quarto e exigiu que ela desbloqueasse o celular. Diante da recusa, teria iniciado uma sequência de agressões.
A vítima afirmou que foi sufocada com um travesseiro, recebeu diversos socos no rosto e acabou imobilizada com um golpe conhecido como “mata leão”, chegando a desmaiar. Ainda conforme o relato, ela foi arrastada até o banheiro e voltou a perder a consciência. Quando recuperou os sentidos, disse que estava passando mal e pediu para ser levada ao hospital.
No hospital, o suspeito teria orientado a mulher a dizer que havia apenas desmaiado. No entanto, durante a realização de uma tomografia, ela conseguiu avisar um maqueiro de que havia sido agredida e pediu que a polícia fosse acionada.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais determinaram que o suspeito permanecesse no local. Conforme o registro, ele desobedeceu a ordem, entrou no veículo da vítima e deixou o hospital. Antes de fugir, ainda teria dito ao telefone: “Pai, estou com a GUPM aqui. Se ela botar a mão em mim, eu vou atirar”.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas, inclusive na residência da vítima, mas o suspeito não foi localizado. Cerca de 30 minutos depois, ele entrou em contato por telefone informando que se apresentaria posteriormente acompanhado de um advogado.
Conforme os registros, o PM havia sido colocado à disposição do Fórum da Comarca de Rondonópolis, após atuar no Tribunal de Contas do Estado, e deveria se apresentar à nova função. Antes disso, porém, ele teria ido até a residência da ex-companheira, com quem tem um filho.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia pelos crimes de lesão corporal, ameaça, ambos no contexto de violência doméstica, além de desobediência. A vítima recebeu atendimento médico, psicológico e foi encaminhada para os procedimentos legais


























