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    Master: De Toni desmente PGR e volta a pedir retirada de Toffoli

    A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) apresentou um novo pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da condução dos processos relacionados ao caso Banco Master, diante de novos fatos e vínculos revelados nas investigações. O documento é assinado também pelos deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).

    Em dezembro de 2025, Carol, Jordy e Adriana protocolaram representação formal junto à PGR, acompanhada de provas e fundamentos jurídicos. O pedido foi arquivado pelo próprio procurador-geral sem, de acordo com a deputada, uma análise aprofundada do conjunto probatório e sem fundamentação adequada.

    – Impedimento de magistrado é matéria de ordem pública. Não perde validade com o tempo e pode ser discutido a qualquer momento, especialmente quando surgem fatos novos – afirmou a deputada.

    O novo requerimento apresenta seis fundamentos objetivos, que são os seguintes:

    – Viagem privada do ministro com advogado diretamente ligado a investigados, seguida da centralização do processo e imposição de sigilo;
    – Vínculo societário pretérito entre a esposa do ministro e advogado ligado ao controlador do Banco Master;
    – Relações societárias entre familiares do ministro e parentes diretos de investigado preso no caso;
    – Indícios de práticas ilegais no empreendimento Tayayá Resort, com denúncias de funcionários;
    – Retirada da custódia das provas da Polícia Federal e escolha direta de peritos pelo relator;
    – Transferência de ativos ligados ao empreendimento para offshore em paraíso fiscal, dificultando a fiscalização.

    Carol reforça que as reportagens recentes do Estadão e do portal Metrópoles apontam contradições relevantes. Em uma delas, a cunhada do ministro negou que a residência da família tivesse vínculo com empresa ligada ao Tayayá Resort, apesar de registros oficiais na Junta Comercial indicarem o endereço como sede empresarial.

    Para a deputada, não se trata de interpretação política, mas de fatos documentados e públicos, que comprometem a imparcialidade exigida de um magistrado, sobretudo diante de interferências diretas na condução da investigação e na cadeia de custódia das provas.

    – O que está em discussão não é opinião. É a preservação da imparcialidade judicial e da credibilidade do sistema de Justiça. Se o ministro não for considerado impedido, logo logo poderemos ver a anulação do processo e não é isso que queremos. Iremos até o fim, seja por meio da CPMI ou de cobranças formais para trazermos à tona a verdade e para punir os envolvidos no maior escândalo bancário da história – concluiu.

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