Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada pelo portal InfoMoney, aponta que o senador Flávio Bolsonaro aparece como nome que herda a base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ficaria com 21% do eleitorado dentro desse recorte.
O levantamento chama atenção por indicar uma disputa de espaço dentro do campo conservador e reforçar o debate sobre quem deve liderar a direita e o bolsonarismo nos próximos anos, com foco na corrida eleitoral de 2026.
Disputa de força no campo conservador
Nos bastidores, a divulgação dos números é vista como mais um sinal de que o campo conservador pode enfrentar disputa interna de protagonismo. Flávio Bolsonaro, por ser um dos filhos do ex-presidente e figura com influência política, aparece como um nome capaz de manter parte do eleitorado tradicional ligado ao bolsonarismo.
Já Tarcísio, frequentemente citado como alternativa com perfil mais institucional e administrativo, surge com uma parcela menor no levantamento divulgado, o que aumenta o debate sobre o grau de consolidação do governador como liderança nacional fora de São Paulo.
Pesquisa repercute e alimenta debate sobre 2026
O cenário pré-eleitoral já vem movimentando discursos, articulações e disputas dentro da direita. Para analistas, levantamentos como esse podem influenciar estratégias de alianças, posicionamentos públicos e decisões sobre candidaturas.
A pesquisa também impulsiona discussões nas redes sociais, onde apoiadores de diferentes nomes disputam espaço e buscam consolidar narrativas.
Bastidores seguem aquecidos
Com a aproximação de 2026, a expectativa é de que novas pesquisas sejam divulgadas e que os números sofram variações conforme surgirem alianças, crises, decisões judiciais e movimentações políticas.
Enquanto isso, o levantamento da AtlasIntel aumenta a pressão e mantém o campo conservador sob atenção, especialmente diante da importância da unidade para evitar divisões internas em uma eleição nacional.

A simulação considera a entrada simultânea do senador Flávio Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em uma disputa direta pelo eleitorado conservador.
Embora ainda distante do calendário formal, o cenário reflete movimentos recentes nos bastidores, em que aliados de Tarcísio avaliam uma candidatura própria, mesmo sem o endosso explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Recortes
Os cruzamentos regionais mostram que o melhor desempenho de Flávio ocorre no Norte, entre eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, há empate técnico com o presidente, com 34% para Lula e 32,7% para o senador, dentro da margem de erro da pesquisa. Trata-se do único recorte em que a distância entre os dois se reduz de forma relevante.
No critério educacional, Flávio também apresenta desempenho superior ao de Lula entre eleitores com até o ensino médio. Nesse segmento, o senador registra 37,2% das intenções de voto, contra 35,8% do petista. Já no recorte de renda, o senador cresce entre eleitores que ganham entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, mas segue atrás de Lula, que soma 43,5%, ante 35,8% de Flávio.
Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro abre vantagem mais expressiva. O senador alcança 43,3% das intenções de voto nesse grupo, enquanto Lula marca 24,8%. Ainda assim, a pesquisa sugere que esse apoio não se traduz, por ora, em liderança consolidada no campo conservador.
A ausência de manifestações públicas de grandes lideranças evangélicas em favor de Flávio é vista como um limitador para sua capacidade de unificação eleitoral, apesar da disposição ao diálogo com setores do segmento.
A herança direta do bolsonarismo também aparece de forma desigual na simulação. Entre os eleitores que afirmam ter votado em Jair Bolsonaro em 2022, 59,2% dizem que votariam em Flávio em 2026.
Apenas 21,1% migrariam para Tarcísio em um cenário de disputa direta entre os dois, o que reforça a leitura de que a fragmentação da direita tende a favorecer Lula no primeiro turno, ao reduzir a concentração de votos em um único adversário competitivo.
A pesquisa ouviu 5.418 eleitores entre os dias 15 e 20 de janeiro, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02804/2026























