O Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central e é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de falsificação de carteiras de crédito, teve os descontos em folha de pagamento referentes a cartões de crédito e cartões de benefício suspensos pelo Governo de Mato Grosso para servidores públicos estaduais, nesta quarta-feira (14), junto a outras 10 instituições financeiras.
A suspensão temporária, determinada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), inclui cartões de crédito consignados e cartões de benefício, e foi motivada por inconsistências identificadas no Sistema Revisa Consignações. Entre os problemas, estavam divergências entre contratos firmados e registros oficiais, falta de clareza sobre valores e encargos, e questionamentos de mais de 67% dos próprios servidores.
Segundo a Seplag-MT, em muitos casos, contratos registrados como cartão de crédito ou benefício se assemelhavam a empréstimos comuns, sem que os trabalhadores tivessem ciência completa das condições. A medida cautelar tem respaldo jurídico da Procuradoria-Geral do Estado e segue entendimentos de ação civil pública em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Durante o período de suspensão, previsto inicialmente para até 120 dias ou até a conclusão das apurações administrativas, as instituições ficam proibidas de cobrar juros, multas ou lançar parcelas acumuladas, para que os servidores não sejam prejudicados.
O Banco Master e as demais instituições estão sob análise detalhada do governo, que pretende apurar todas as irregularidades antes de retomar os repasses e descontos. A medida busca proteger os direitos dos servidores, garantir transparência nos contratos e preservar a legalidade do sistema de consignações, segundo o governo do estado.


























