JACIARA (MT) – Uma ação rápida da Polícia Militar impediu um possível “tribunal do crime” e desarticulou um plano de sequestro e tortura orquestrado por supostos membros de uma facção, na manhã desta quarta-feira (29), em uma empresa de grãos e cereais localizada na Rua Irerê, Bairro Planalto.
Segundo consta, após denúncia feita pela esposa da vítima, que relatou que o marido estaria sendo ameaçado dentro do local de trabalho.
Quando a PM chegou, encontrou dois suspeitos (21 anos) e (23 anos). O primeiro, já conhecido no meio policial, teria se apresentado como integrante da facção e estava armado. Ele fazia perguntas pessoais à vítima, como CPF, origem, cidades onde morou e até sobre tatuagens, informações que, segundo o relato, eram repassadas a outros membros da facção por mensagem.
Durante a “interrogatória”, o suspeito chegou a afirmar que a vítima seria levada para a “quebrada”, onde passaria por um “tribunal do crime”, e que, por conta das tatuagens e do fato de ser de outro Estado, seria submetida a um “salve” castigo físico que pode ser fatal conforme decisão dos criminosos.
O plano era transportar a vítima em uma motocicleta Honda Bros, enquanto o outro suspeito faria a escolta em um Renault Logan.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando a vítima relatou que o proprietário da empresa, (40 anos), presenciou toda a ação, conversou com os suspeitos e nada fez para impedir ou comunicar as autoridades. Ele também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Graças à denúncia rápida e à pronta resposta da Polícia Militar, o sequestro foi evitado e os envolvidos levados à Delegacia de Polícia Civil de Jaciara, onde o caso foi registrado sob os crimes de ameaça, sequestro, cárcere privado, tortura e promoção de organização criminosa.



























