RONDONÓPOLIS (MT) – A Polícia Federal deflagrou neste sábado (13) a quinta fase da Operação Infante Seguro, que investiga crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação cumpriu um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão contra um homem apontado como principal alvo da investigação.
De acordo com a PF, o suspeito não apenas armazenava arquivos de abuso sexual infantil, mas também usava esse material para chantagear e extorquir vítimas, exigindo o envio de novas imagens sob ameaça de expor conteúdos já em sua posse. O caso envolve crimes de extrema gravidade, com caráter contínuo e planejado.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Manhumirim (MG), por meio da inteligência da 29ª Companhia, do 11º Batalhão da PM mineira.
Termos importam: não é “pornografia”, é violência
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda utilize o termo “pornografia infantil” em seu artigo 241-E, a PF reforça que a expressão correta e internacionalmente aceita é “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, termos que traduzem melhor a brutalidade dos crimes.
Alerta às famílias: internet como campo de risco
A Polícia Federal destacou a importância da prevenção no ambiente virtual. Pais e responsáveis devem estar atentos a sinais de risco: mudanças bruscas de comportamento, isolamento, segredos em relação ao uso do celular e do computador.
A orientação é clara: conversar abertamente sobre os perigos da internet, acompanhar de perto redes sociais, jogos e aplicativos usados por filhos e filhas, e reforçar que, diante de qualquer abordagem suspeita, a criança deve buscar ajuda imediatamente.

























