Rondonópolis (MT) — A novela CODER, teve mais uma capítulo, a Justiça negou o pedido do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISPMUR) para tentar barrar a votação do projeto que põe fim à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis.
A decisão saiu na madrugada desta quarta-feira (16) e caiu como um balde de água fria nos servidores da companhia, que apostavam na liminar para segurar o avanço do projeto do prefeito. Segundo o juiz Francisco Rogério Barros, não há ilegalidade nenhuma em o Executivo mandar para a Câmara o projeto que liquida a empresa — mesmo diante do risco de demissão em massa de mais de 600 trabalhadores.
O sindicato tinha alegado uma série de irregularidades: falta de estudos financeiros e sociais, ausência de negociação com a categoria, suposta maquiagem de informações e violação de direitos dos concursados. Mas nada disso convenceu o magistrado, que disse que a tramitação do projeto é “legítima” e que ainda não há qualquer ato concreto de demissão para justificar a paralisação do processo.
O juiz ainda lembrou ainda que a CODER é uma empresa pública dependente da Prefeitura e que só pode ser criada ou extinta por lei — e a lei só nasce com a votação na Câmara. Ou seja: a hora da verdade é lá no Legislativo, não no tapetão judicial.
Com a decisão, o projeto segue para votação dos vereadores ainda nesta quarta-feira, sob forte tensão entre servidores e autoridades. A categoria promete protesto barulhento na sessão e já avisou que não vai aceitar calada a extinção da empresa, que para muitos é “a única tábua de salvação” de centenas de famílias.
Do outro lado, o prefeito mantém o discurso de que a CODER é um “poço sem fundo” e que custa milhões aos cofres do município sem condições de se sustentar.
A guerra continua — e hoje, mais uma vez, o bicho vai pegar na Câmara!























