sábado, junho 20, 2026
More

    Siga o Marreta Urgente

    Últimas Postagens

    Dia do Trabalhador: feriado completa cem anos de existência com desafios na informalidade

    “É considerado feriado nacional o dia 1º de maio, consagrado à confraternidade universal das classes operárias e à comemoração dos mártires do trabalho; revogadas as disposições em contrário.” Com esse texto, o então presidente Artur Bernardes instituiu há cem anos o marco dos direitos trabalhistas no país, o Dia do Trabalhador. A medida veio como resposta ao movimento grevista do século 19, que mobilizou trabalhadores no Brasil e no exterior.

    Entre jornadas que variavam de 12 a 19 horas diárias, a escolha pelo 1º de maio veio para representar o início da onda de protestos iniciada em 1886 nos Estados Unidos. Além do Brasil, outros 156 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) instituíram a data, ou dias próximos, como feriado.

    A data, que alcança o centenário em 2024, segue como um marco de luta por direitos, e com desafios no Brasil voltados à informalidade e geração de empregos.

    Nessa terça (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que o desemprego subiu para 7,9% nos três primeiros meses deste ano. Apesar de ser o menor registro para o período desde 2014, o valor é 0,5% maior do que o registrado no fim de 2023.

    A pesquisa também aponta que a taxa de informalidade deste ano atinge 38,9 milhões de trabalhadores — 38,9% da população ocupada. Até o ano passado, o país contava com 15,1 milhões de microempreendedores individuais (MEI). Um aumento de 55,6% se comparado aos registros de 2020.

    A intenção de migrar trabalhadores para a modalidade MEI tem sido uma estratégia do governo, que colocou o item como obrigatório para motoristas de aplicativo na aposta em regular a atividade. Atualmente, a área se tornou a ocupação de ao menos 1,5 milhão de pessoas, segundo análise divulgada em outubro pelo IBGE.

    Pelo projeto do Executivo enviado ao Congresso, a sugestão é voltada para se criar mecanismos previdenciários para melhoria das condições de trabalhos nos eixos de remuneração, previdência, segurança e saúde e transparência.

    Atualmente, a proposta conta com negociações entre o governo e o relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), que estuda tornar opcional a contribuição previdenciária e de sindicalização de motoristas de aplicativos. O ponto não agrada o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. “A opção, muitas vezes, no caso previdenciário, não cabe do ponto de vista do mérito. Porque, se você tem uma lei opcional, não precisa da lei”, afirmou a jornalistas na terça.

    A expectativa é de novos desdobramentos ligados ao tema ao longo do mês de maio, após divulgação do relatório de Coutinho.

    Trabalho escravo
    Com 3.190 vítimas resgatadas no ano passado, o número de denúncias de trabalho escravo também bateu recorde histórico, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

    Os estados com o maior número de trabalhadores resgatados foram Goiás (739), Minas Gerais (651) e São Paulo (392). Entre os setores com maior quantidade de resgatados estão o cultivo de café, com 302, e a cana-de-açúcar, com 258.

    À época, o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do MPT, Luciano Aragão, avaliou que a quantidade de casos reforça a necessidade de maior atenção ao problema.

    “O número recorde de trabalhadores resgatados demonstra a necessidade de maior reflexão sobre o problema pela sociedade e pelas instituições para que os esforços sejam ampliados no sentido de erradicar o trabalho em condições análogas à escravidão”, pontuou.

    Deixe seu comentário

    Siga o Marreta Urgente

    Latest Posts

    Informe Publicitário

    Câmara Rondonópolis -Junho Violeta - Violência aos Idosos

    TRANSPORTE PÚBLICO-PREF. RONDONÓPOLIS

    sábado, junho 20, 2026

    BRASIL

    Carregando...