Rondonópolis (MT) – O tempo parece estar se esgotando para a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER). A cada dia que passa, o relógio do encerramento das atividades da empresa avança um minuto, gerando crescente preocupação entre os mais de 600 servidores que dependem da companhia para seu sustento.
A situação da CODER é quase irreversível. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) indica que o fechamento da companhia em decorrência de contas irregulares e um rombo que gira em torno de 300 milhões de reais. Estas revelações, somadas a diversos problemas administrativos que vêm se arrastando ao longo dos anos, colocam a CODER em uma posição cada vez mais precária.
A responsabilidade pelo desfecho deste cenário recai sobre o prefeito Cláudio Ferreira, que agora enfrenta o desgaste político em torno da decisão de encerrar ou não a companhia. Na tentativa de lidar com a situação, Claudio Ferreira mostrou-se responsável e firme em suas declarações: “Vamos fazer o que precisa ser feito. Nossa maior preocupação é com os trabalhadores”. Ele ressalta que a prioridade é salvaguardar os direitos dos funcionários e garantir que Rondonópolis encontre uma saída fortalecida dessa crise.

A discussão sobre a CODER não se limita ao executivo municipal. A Câmara de Vereadores também se vê envolvida no assunto. O secretário Ibrahim Zaher anunciou a intenção de formar uma comissão a fim de dialogar com o executivo e buscar alternativas que não deixem os funcionários desamparados. Segundo Zaher, o foco inicial da proposta é garantir que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

A atual administração já havia alertado sobre o colapso financeiro da CODER. Foi sob a gestão de Cláudio que o caso chegou ao Tribunal, em busca de solução técnica e legal que evite um colapso ainda maior em Rondonópolis.
Com o relógio marcando o tempo para o encerramento, menos de um minuto se passa a cada dia, mas ainda há muito a ser discutido em 60 segundos. O futuro da CODER e de seus servidores permanece incerto, mas todos torcem para que se encontre meios que minimizem os impactos econômicos e sociais para o município.



























