JUSCIMEIRA (MT) – Uma bebê de apenas um mês de vida foi salva após uma batalha judicial garantir sua transferência para um centro de referência em cirurgia cardíaca pediátrica. A recém-nascida, diagnosticada com cardiopatia congênita complexa poucos dias após o nascimento, enfrentava risco iminente de morte.
Nascida em 11 de agosto de 2025, o bebê apresentou um quadro grave:
| Nome clínico | Explicação objetiva |
| Atresia pulmonar | Válvula que leva o sangue ao pulmão está bloqueada, impedindo o sangue de pegar oxigênio. |
| Hipoplasia de ventrículo direito | Câmara que deveria bombear sangue para o pulmão é muito pequena e fraca. |
| Ramos pulmonares hipoplásicos | As artérias que levam sangue ao pulmão são finas ou malformadas. |
| Canal arterial pérvio | “Ponte” que deveria fechar após o nascimento continua aberta, servindo de passagem extra. |
| Comunicação interatrial ampla | Buraco entre as duas partes de cima do coração, misturando o sangue de forma anormal. |
| Isomerismo atrial esquerdo | Má-formação em que partes do coração que deveriam ser diferentes acabam iguais, atrapalhando a circulação. |
No dia 15 de agosto, um relatório apontou a gravidade extrema: a bebê estava internada na UTI neonatal da Santa Casa de Rondonópolis, em ventilação mecânica, sob uso de medicamentos e a situação foi classificada como Prioridade 0 (Emergência), exigindo transferência imediata, já que Mato Grosso não dispõe de cirurgia cardíaca pediátrica.
Com o pedido de urgência médica, a Justiça determinou a transferência aérea para Goiânia (GO), onde a bebê foi internada no Hospital do Coração. A cirurgia, do tipo Blalock, aconteceu na última quarta-feira, 10 de setembro, e foi considerada um sucesso.



























