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    MPF pede medidas de segurança e redução de impactos ambientais em hidrelétricas do rio Teles Pires em MT

    O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recomendaram que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adote medidas para reforçar a segurança das barragens e reduzir os impactos ambientais causados pelas hidrelétricas da bacia do rio Teles Pires, em Mato Grosso. O documento foi assinado na última sexta-feira (3).

    A recomendação inclui as usinas de Colíder, Sinop, São Manoel e Teles Pires, e foi feita após investigações sobre os efeitos ambientais e sociais desses empreendimentos na região.

    A medida pede que agência não autorize novas usinas nem renove concessões na bacia sem antes avaliar e compensar os impactos causados pelas hidrelétricas já em operação. A recomendação também pede a revisão dos contratos de concessão, para incluir cláusulas ambientais mais específicas para as empresas responsáveis.

    A Aneel tem 20 dias, contados a partir do recebimento da recomendação, para informar se vai atender às medidas.

    Segundo os órgãos, o objetivo é garantir que a geração de energia cumpra a função socioambiental, evitando danos à biodiversidade, às comunidades locais e ao equilíbrio ecológico da bacia.

    📋Veja medidas recomendadas à Aneel:

    1. Suspensão de novas autorizações e renovações:

    • Não autorizar novos empreendimentos hidrelétricos na bacia do rio Teles Pires.
    • Não renovar concessões existentes sem antes avaliar e mitigar os impactos ambientais e sociais acumulados das usinas já em operação.

    2. Revisão dos contratos de concessão:

    • Revisar os contratos das hidrelétricas para incluir cláusulas ambientais específicas, com obrigações claras das concessionárias.
    • Tornar as cláusulas ambientais mais detalhadas e efetivas, garantindo a proteção do meio ambiente.

    3. Monitoramento ambiental:

    • Implantar um monitoramento integrado e padronizado dos impactos ambientais das usinas.
    • Assegurar participação das comunidades indígenas e tradicionais no acompanhamento desse monitoramento.

    4. Protocolos de operação:

    • Criar protocolos de operação que conciliem a geração de energia com a proteção socioambiental da região.
    • Estabelecer regras que reduzam riscos à biodiversidade e ao equilíbrio ecológico da bacia do Teles Pires.

    5. Mitigação e compensação de danos:

    • Implementar medidas de mitigação e compensação proporcionais aos impactos identificados.
    • Priorizar ações voltadas à proteção de:
    • Peixes e quelônios
    • Qualidade da água
    • Comunidades ribeirinhas, tradicionais e indígenas

    6. Segurança das barragens:

    • Exigir que a concessionária da Usina Hidrelétrica Colíder cumpra integralmente as obrigações contratuais sobre:
    • Segurança da barragem
    • Monitoramento de riscos

    7. Fiscalização da Aneel:

    • Reforçar que a Aneel tem o dever legal de fiscalizar não apenas aspectos técnicos e econômicos das concessões, mas também:
    • O cumprimento das obrigações ambientais
    • A adoção de medidas preventivas, de mitigação e de compensação dos danos socioambientais.
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