RONDONÓPOLIS (MT) — Um acidente por volta das 10h50 da manhã deste sábado (28), na Avenida Fernando Corrêa da Costa, escancarou de novo uma conversa que sempre volta no trânsito da cidade: a tal “moto de trabalhador”. No caso, o motociclista bateu na traseira de um Toyota Corolla Cross em plena avenida.
O problema é que a moto não tinha nada de regular. O último licenciamento era de 2010. Ou seja, nunca mais pagou documento desde que saiu da loja. Pneus carecas, sinais de abandono e nenhuma condição de rodar. Um pacote completo de irregularidades.

E é aí que entra o ponto que muita gente evita falar. No Código de Trânsito não existe essa história de “pode porque é moto de trabalhador”. Veículo irregular é irregular, ponto. Não importa se é carro de luxo ou moto velha. A lei não abre exceção. Esse rótulo virou, na prática, um discurso político usado por quem quer atacar fiscalização e posar de defensor dos mais pobres.
Só que o resultado está nas ruas. Quando se passa pano para moto sem freio, sem pneu e sem documento, sem lanternas, iluminação etc. Quem mais se expõe ao risco é justamente o próprio motociclista e quem cruza o caminho dele. A batida na Fernando Corrêa é mais um retrato dessa realidade que se repete em Rondonópolis.
Esse caso entre tantos demostra uma prática que por anos foi tolerada e até incentivada por discursos oportunistas. A conta chega no acidente.
Se não tem condição de rodar, não pode rodar.



























