RONDONÓPOLIS (MT) — Já está valendo a lei que proíbe os chamados “rolezinhos” de motocicletas na cidade. A proposta, assinada pelo vereador Dr. José Felipe Horta (PL), chega com discurso de ordem pública e resposta às reclamações da população.
Mas por trás do anúncio, cresce a leitura nos bastidores: é uma lei que reforça o que já existia e pode ter mais de oportunismo do que de inovação.
Isso porque o Código de Trânsito Brasileiro já prevê punições para praticamente tudo o que a nova lei aponta: direção perigosa, manobras irregulares, escapamento barulhento, perturbação do sossego e risco à vida.
Ou seja, o problema nunca foi falta de regra. Foi falta de fiscalização.
A nova legislação municipal entra criando multas específicas, estrutura administrativa e integração entre órgãos. Mas, no fim das contas, acaba legislando sobre algo que já era proibido.
E aí fica a pulga atrás da orelha: é solução real ou só resposta política para um problema que já tinha previsão legal?
Na prática, o que a população quer não é mais lei no papel. É resultado na rua.
Se a nova norma servir pra finalmente apertar a fiscalização, ótimo.
Mas se for só mais uma lei para marcar posição, o risco é virar aquilo que muita gente já comenta: mais barulho no papel do que efeito na cidade.



























