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    Dom Maurício Apela pelo Reconhecimento da Sexta-Feira Santa como Feriado em Rondonópolis

    Em uma mensagem poderosa e reflexiva, o Bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, Dom Maurício da Silva Jardim, abordou a questão do reconhecimento da Sexta-Feira Santa como um feriado religioso em nosso município. Em sua carta direcionada aos fiéis, ele expressou sua perplexidade ao constatar que, apesar de seu significado espiritual profundo, a data ainda não foi formalmente reconhecida como feriado.

    Dom Maurício lembrou que a Sexta-Feira Santa, dia da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, é um momento sagrado para a tradição católica, marcado por silêncio, recolhimento e oração. “É um dia em que a Igreja universal recorda o sacrifício redentor de Cristo na cruz por toda a humanidade,” afirmou o bispo, enfatizando a importância da data para a vida cristã.

    A legislação brasileira, conforme a Lei Federal nº 9.093, de 1995, reconhece os feriados religiosos, limitando a quatro o número de dias que podem ser estabelecidos a partir das tradições locais. Entre esses feriados, a lei indica que a Sexta-Feira da Paixão deve ser incluída obrigatoriamente. “A própria lei impõe a inclusão da Sexta-Feira Santa como um desses feriados, o que demonstra claramente que ela já é reconhecida como um feriado de abrangência nacional,” disse Dom Maurício, sustentando que a data possui um caráter obrigatório, mesmo que não esteja explicitamente listada entre os feriados civis.

    Ciente das dinâmicas municipais, o bispo fez um apelo respeitoso aos legisladores locais para que revisitem essa questão e considerem o reconhecimento da Sexta-Feira Santa como feriado. Ele pediu que, especialmente os membros da Câmara Municipal, avaliem a possibilidade de legitimar este dia sagrado para a comunidade católica. “A Sexta-Feira Santa não é um dia comum, mas o dia que celebramos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, reiterou.

    Além disso, Dom Maurício fez uma chamada à coletividade, pedindo aos empregadores e líderes que respeitem e promovam a vivência deste dia sagrado, permitindo que seus colaboradores possam guardá-lo conforme a tradição da fé católica. “Que a caridade e o bom senso nos conduzam, e que nunca nos falte a coragem de testemunhar nossa fé, mesmo em meio às limitações do nosso tempo”, concluiu.

    Com esta mensagem, ele reafirma não apenas a relevância do feriado, mas também a necessidade de um diálogo positivo entre a comunidade, as autoridades públicas e a fé, visando um reconhecimento espiritual e cultural que beneficie a coletividade.

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