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    Caso Master: PF faz operação no Amapá por suspeita de irregularidades em recursos previdenciários

    A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), uma operação no Amapá para investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual. A decisão é da Justiça Federal do Amapá. Os valores são administrados pela Amapá Previdência (Amprev). A investigação está em cima de aportes de R$ 400 milhões. O estado é reduto eleitoral de Davi Alcolumbre (União).

    A apuração envolve a aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master S.A. e, posteriormente, pelo Banco de Brasília (BRB). Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta. A operação foi nomeada de Zona Cinzenta.

    O foco da investigação está em decisões tomadas pelo Comitê de Investimentos da Amprev (CIAP) e pela Diretoria Executiva do órgão. Segundo a Polícia Federal, as deliberações levaram à aplicação concentrada de grandes volumes de recursos em um curto período.

    De acordo com os documentos analisados, em menos de vinte dias foram aprovadas e executadas três aplicações em Letras Financeiras do Banco Master, que somam cerca de R$ 400 milhões. As decisões ocorreram em reuniões do CIAP realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024.

    São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão Jocildo Silva Lemos, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.

    Veja quem são os alvos da operação da PF no Amapá:

    • Jackson Rubens de Oliveira: conselheiro da Amprev, representante dos servidores do Poder Executivo;
    • Jocildo Silva Lemos: diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev) desde 2023. Até começo de janeiro de 2023 estava à frente da Superintendência de Programas de Governo da Eletrobras/Eletronorte, cargo que deixou para comandar a Amprev;
    • José Milton Gonçalves: ex-conselheiro da Amprev. Foi exonerado em dezembro de 2025, depois que o Banco Central decretou liquidação do Banco Master. Já respondeu a uma ação penal por crimes contra o sistema financeiro e gestão temerária de recursos previdenciários durante gestão na Macapá Previdência. Ele foi inocentado em primeira instância, mas o processo continua.

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