RONDONÓPOLIS (MT) – O ataque desta segunda-feira (10) na Escola Estadual Domingos Aparecido dos Santos deixou uma aluna de 13 anos esfaqueada dentro da escola, com perfurações no pulmão, virilha e abdômen. Outro aluno ferido ao tentar ajudar. E uma carta de despedida encontrada com o agressor de 16 anos; sinal claro de premeditação.
Enquanto a Polícia Civil apura se o caso foi motivado por bullying, uma pergunta incomoda:
Quantas tragédias mais irão ocorrer sem intervenção do poder públicos que precisa agir?
Porque existe um Projeto de Lei que poderia ajudar a evitar esse tipo de ataque; e ele está parado desde 2023.
O PL de autoria do deputado Fábio Tardin (PSB) determina a instalação de detectores de metal em todas as escolas estaduais. A justificativa é simples e documentada:
78% das escolas de Mato Grosso registraram violência no último ano. (2022-2023)
O projeto foi apresentado depois do caso em que um aluno matou uma professora em São Paulo. Era para ser urgente. Não foi.
Três anos depois, continua travado.
A Assembleia precisa colocar o PL na pauta imediatamente — antes que outro aluno entre armado na sala de aula e outra família pague o preço da demora política.
RECADO DO MARRETA
A violência não espera. O Legislativo, sim.
Se o PL estivesse valendo, talvez o ataque desta segunda-feira tivesse sido impedido. Talvez a faca não tivesse entrado. Talvez uma adolescente não estivesse passando por cirurgia agora.
O projeto existe. A urgência é óbvia.

























