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    Polêmica na Escola Militar ganha novo capítulo: diretor rebate acusações e nega pressão sobre alunos

    RONDONÓPOLIS (MT) — Após a repercussão de um vídeo gravado por alunos mostrando problemas estruturais na Escola Estadual Militar Dom Pedro II, a direção da unidade se pronunciou e negou qualquer tipo de coação contra os estudantes envolvidos na gravação.

    Em entrevista ao Marreta Urgente, o diretor da escola, capitão Marinho, reconheceu que existem problemas estruturais na unidade, mas afirmou que as demandas já eram de conhecimento da direção e da Diretoria Regional de Educação (DRE), que inclusive iniciou providências para a realização dos reparos.

    Segundo ele, engenheiros da DRE estiveram na escola nesta semana para realizar um levantamento técnico das necessidades mais urgentes, principalmente nos banheiros e na parte elétrica.

    “O vídeo mostrou situações que realmente existem. Não estamos negando isso. A escola já vinha buscando soluções e agora a DRE está dando andamento aos reparos necessários”, afirmou.

    Um dos pontos levantados pela direção é que parte dos danos mostrados nas imagens teria sido causada por atos de vandalismo praticados dentro da própria unidade.

    De acordo com o capitão Marinho, algumas portas de banheiros exibidas no vídeo haviam sido substituídas há cerca de três meses, mas acabaram novamente depredadas.

    Para tentar conter o problema, a escola pretende reforçar o monitoramento humano em áreas próximas aos banheiros, já que a instalação de câmeras nesses locais não é permitida por questões de privacidade.

    “Infelizmente existem alunos que se aproveitam da falta de monitoramento dentro dos banheiros para causar danos ao patrimônio público. Estamos buscando formas de identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, explicou.

    Sobre os áudios que circulam nas redes sociais relatando suposta pressão contra os estudantes que gravaram o vídeo, o diretor negou qualquer tentativa de intimidação.

    Segundo ele, os alunos foram chamados pela coordenação apenas para esclarecer o uso de celulares durante o horário de aula, prática proibida pela legislação estadual.

    “O problema não foi o conteúdo mostrado. O problema foi a utilização do celular em horário não permitido. Os alunos foram ouvidos na presença dos pais e da coordenação, como ocorre em qualquer situação disciplinar. Não houve coação”, afirmou.

    Ainda conforme a direção, a sugestão para que os estudantes gravassem um novo vídeo teve caráter educativo e buscava incentivar a conscientização sobre a preservação do patrimônio público, e não uma retratação forçada.

    Apesar da polêmica, a própria direção admite que a repercussão acabou acelerando providências para resolver parte dos problemas apontados.

    Com os reparos já em andamento e o acompanhamento da DRE, a expectativa é que as melhorias sejam concluídas o mais breve possível.

    Enquanto isso, o caso segue dividindo opiniões entre pais, alunos e integrantes da comunidade escolar. De um lado, estudantes defendem o direito de denunciar problemas. Do outro, a direção sustenta que nunca tentou esconder a situação e que já trabalhava para solucioná-la.

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