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    Após vídeo denunciar problemas, alunos relatam pressão dentro de escola militar Dom Pedro II em Rondonópolis

    RONDONÓPOLIS (MT) — Um vídeo gravado por alunos da Escola Estadual Militar Dom Pedro II, localizada na Avenida Rotary Internacional, no Núcleo Habitacional Participação, expondo problemas estruturais dentro da unidade, acabou gerando polêmica e acusações de retaliação contra estudantes que participaram da gravação.

    Nas imagens, os alunos mostram situações como microfones danificados, televisão sem funcionamento, bancos de concreto sem assento, falta de portas em banheiros, interruptores quebrados e outros problemas que, segundo eles, fazem parte da rotina da escola.

    O vídeo foi publicado nas redes sociais com o objetivo de chamar a atenção para a precariedade de parte da estrutura da unidade. No entanto, após a repercussão, o clima teria esquentado dentro da escola.

    Segundo áudios que circulam em grupos de WhatsApp e foram encaminhados ao Marreta Urgente, alunos envolvidos na gravação teriam passado a sofrer pressão e constrangimentos por parte de coordenadores e membros da direção. A situação revoltou parte da comunidade escolar, que entende que o vídeo teve como objetivo denunciar problemas e cobrar melhorias para os estudantes.

    Procurado pela reportagem, o diretor da unidade, capitão Marinho, confirmou que a direção tem conhecimento das demandas estruturais apresentadas pelos alunos e afirmou que providências estão sendo tomadas para solucionar os problemas.

    Sobre as denúncias de coação, o diretor disse desconhecer qualquer tipo de retaliação praticada por coordenadores ou servidores da escola. Ele afirmou ainda que irá apurar o conteúdo dos áudios que passaram a circular após a divulgação do vídeo.

    Ainda segundo informações recebidas pela reportagem, uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira entre pais de alunos e coordenadores aumentou o desconforto dentro da comunidade escolar. Conforme os relatos, a direção teria solicitado a gravação de um vídeo de retratação sobre o caso e atribuído parte dos problemas de estrutura a atos de depredação praticados por estudantes.

    A situação gerou indignação entre alguns pais, que questionam se os alunos estariam sendo responsabilizados por cobrarem melhorias em um ambiente que deveria oferecer condições adequadas para o aprendizado.

    Enquanto a direção afirma que busca resolver os problemas apontados, a polêmica agora gira em torno das denúncias de suposta pressão contra os estudantes que decidiram expor a realidade da escola.

    O Marreta Urgente segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestações da direção da unidade, da Seduc-MT e dos pais de alunos.

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