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    Chocolate, refrigerante e salgadinhos: veja alimentos proibidos nas cantinas escolares após nova regra em MT

    As cantinas das escolas da rede estadual de Mato Grosso terão de oferecer opções para estudantes com restrições alimentares e deixar de vender produtos como refrigerantes, salgadinhos industrializados, balas e biscoitos recheados. As mudanças fazem parte de um novo guia publicado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), nesta segunda-feira (15).

    O documento determina que as cantinas priorizem a oferta de produtos mais saudáveis e com maior valor nutricional, além de disponibilizar alimentos adequados para estudantes com:

    • diabetes;
    • doença celíaca;
    • intolerância à lactose;
    • alergias alimentares;
    • Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    ✅ O que pode e o que não pode ❌

    Alimentos que podem e não podem ser comercializados em escolas estaduais de MT

    ✅ O que pode❌ O que não pode
    FrutaRefrigerante
    CastanhasBebida artificial
    SementesSalgadinho industrializado
    Sucos naturaisBombom
    IogurteBalas
    Vitamina de frutasChocolate
    Sanduíches fabricados no localBiscoito recheado
    Salgados assados artesanaisGelatina
    Bolos caseiros com menor quantidade de açúcar e gorduraBebida à base de xarope industrializado
    Alimentos instantâneos em pó
    Produtos com altos teores de açúcar, sódio e aditivos químicos

    Fonte: Seduc-MT

    Elaborado pela Coordenadoria de Alimentação Escolar, o guia segue as diretrizes da Resolução CD/FNDE nº 4/2026, que regulamenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e busca incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças e adolescentes.

    Segundo a Seduc, o objetivo é reduzir a presença de alimentos ultraprocessados no ambiente escolar e ampliar o acesso dos estudantes a opções mais nutritivas.

    As novas regras também proíbem campanhas publicitárias, distribuição de brindes, promoções e patrocínios de atividades escolares ligados a marcas ou produtos cuja comercialização seja vedada nas escolas.

    A fiscalização ficará sob responsabilidade das direções escolares, com apoio das Diretorias Regionais de Educação (DREs). As unidades deverão monitorar os produtos vendidos, notificar responsáveis em caso de irregularidades e aplicar as medidas previstas nos contratos quando houver descumprimento das normas.

    Opinião contrária na capital

    Em março deste ano, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou as regras de alimentação escolar ao comentar a ausência de açúcar nos bolos servidos na merenda e afirmar que as normas que regulam a oferta de alimentos saudáveis seriam “chatas”. A declaração repercutiu e motivou um pedido de investigação encaminhado à 8ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá. O pedido foi apresentado pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), para apurar a conduta do prefeito.

    Na época, o Conselho Regional de Nutrição da 1ª Região (CRN-1) divulgou uma nota de repúdio às declarações e manifestou preocupação com os impactos do discurso sobre a alimentação escolar.

    “Ao classificar como ‘sem graça’ a alimentação e defender publicamente o uso indiscriminado de açúcar nas receitas, sem qualquer embasamento científico, o prefeito presta um desserviço à saúde pública”, afirmou o conselho.
    A entidade destacou ainda que as regras adotadas nas escolas seguem recomendações técnicas e têm como objetivo combater o avanço da obesidade infantil e prevenir doenças crônicas precoces, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial.

    Segundo o CRN-1, o consumo excessivo de açúcar contribui para o agravamento desse cenário e vai na contramão das políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável entre crianças e adolescentes.

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