RONDONÓPOLIS (MT) — A história que viralizou nas redes começou a desandar quando a versão bateu de frente com os fatos. O comerciante Rachid Napolessi Neto resolveu falar e jogou água fria na narrativa de que a Prefeitura teria “confiscado” churrasqueiras e impedido ambulante de trabalhar.
Segundo ele, não teve fiscalização levando equipamento nenhum. Quem guardou tudo foi o próprio dono do ponto.
Rachid afirma que cedeu espaço na calçada desde 2022 para o churrasqueiro atuar. Mas, depois de notificação da Prefeitura para regularizar o uso do passeio público, decidiu agir por conta própria. Recolheu mesas, bancos e as churrasqueiras e guardou no imóvel até entender o que podia ou não continuar.
E tem mais. Segundo consta, ele ainda avisou o ambulante por áudio que tinha retirado os equipamentos.
Do outro lado, o vídeo que circula mostra outra versão. O churrasqueiro afirma que foi impedido de trabalhar e que teve material apreendido.
A Prefeitura também entrou na história e negou a bronca.
O superintendente de Controle Urbano, John Kenned Pereira, foi direto: não houve ordem para apreensão e ninguém foi proibido de trabalhar. Segundo ele, o que existe é o programa Ambulante Legal, que busca organizar quem atua nas ruas e garantir que tudo funcione dentro da regra.
“Em nenhum momento houve apreensão”, reforçou.
Na prática, o que aparece é um desencontro clássico. De um lado, vídeo com denúncia pesada. Do outro, comerciante dizendo que resolveu a situação por conta própria e poder público afirmando que nem entrou com medida mais dura.
Enquanto isso, a pergunta que fica no ar é simples: erro de comunicação ou narrativa forçada para gerar repercussão?
No meio dessa fumaça toda, as churrasqueiras continuam lá… guardadas.
























