segunda-feira, maio 25, 2026
More

    Siga o Marreta Urgente

    Últimas Postagens

    ARTIGO: A desinformação como pregação

    Por Marcos L Susskind

    É grave que um Professor de Direito Internacional numa das faculdades mais renomadas do Brasil publique um artigo com erros factuais ou com mentiras. Será falta de conhecimento ou, ainda mais grave, uma cabal distorção da realidade?

    Há três deformações no artigo de Salem Nasser que necessitam ser corrigidas.

    A primeira diz respeito ao alegado apartheid. Em Israel vivem cerca de 2,1 milhões de palestinos. São membros de todas as cortes de justiça , inclusive do Supremo.

    Há médicos palestinos em todos hospitais, palestinos são prefeitos de 53 cidades, há donos de redes de supermercados, professores e alunos palestinos em todas as universidades, farmacêuticos, embaixadores, funcionários públicos, oficiais do exército, policiais, bombeiros, executivos, pesquisadores etc. Não creio existir um único ramo da vida de Israel sem a participação de palestinos.

    Na Judéia e Samaria, área controlada pela Autoridade Palestina, também chamada de Cisjordânia, vivem 750.000 Judeus e não existe sequer um judeu em hospital Palestino. Não há um médico, um advogado, um mecânico. Nem há estabelecimento comercial de propriedade de judeus. Prefeitos judeus, nem pensar. Há uma lei Palestina (Lei nº 40) que permite condenar à morte quem vender terras a judeus. Em 21/10/2014 a lei foi mudada para prisão perpétua com trabalho forçado.

    Pergunta-se: onde há apartheid?

    A segunda mentira (ou desconhecimento) diz respeito a “Genocidio em Gaza”. Segundo o site Middle East 24 (ME24), de 7/2/26, o Hamas prometeu pagamento de pensão a 50.000 viúvas ou país de “combatentes” (terroristas) mortos na recente guerra. O Hamas afirma haver 63.000 mortos, portanto há 13.000 não combatentes. Pelo menos 4000 foram mortos por foguetes do Hamas que caíram dentro da Faixa de Gaza. Qual outra guerra de dois anos, em qualquer lugar do mundo ou da história, com número tão baixo de não combatentes? O número médio é de 5×1; portanto, apenas para ficar na média, o número de não combatentes seriam 250.000 e não 13.000 mortos.

    Simplesmente não existe Genocídio, trata-se de propaganda para mal informados.

    A terceira mentira (engano) é a “expulsão forçada de palestinos de suas terras”. Na Guerra de Independência (1948/49) cerca de 700.000 palestinos abandonaram o Estado de Israel. Mais de 500.000 saíram voluntariamente, acreditando nas palavras das lideranças árabes de que “voltariam e herdariam as posses dos judeus, que serão jogados ao mar”. Realmente, entre 150 e 200.000 foram expulsos. Mas, ao mesmo tempo e no mesmo período, 750.000 judeus foram expulsos de países árabes tendo perdido suas propriedades, seus negócios e suas economias. Nenhum destes 750.000 judeus é hoje um refugiado.

    Foram absorvidos majoritariamente em Israel. Já os Árabes deslocados jamais foram integrados e passados 76 anos são considerados refugiados eles, seus filhos, netos e bisnetos que se multiplicaram de 700.000 aos atuais 5.400.000, a esmagadora maioria vivendo em Campos de Refugiados nos países Árabes sem sequerb direito à propriedade ou ao voto (exceto na Jordânia).

    Marcos L Susskind: Ex-aluno da EAESP FGV, número de aluno 24330. Carrega com imenso orgulho o nome de minha Escola há 52 anos e sinto imensa dor quando seu nome é utilizado de forma indevida.

    Deixe seu comentário

    Siga o Marreta Urgente

    Latest Posts

    Informe Publicitário

    IPTU 2026 - PREF.RONDONÓPOLIS

    TRANSPORTE PÚBLICO-PREF. RONDONÓPOLIS

    segunda-feira, maio 25, 2026

    BRASIL

    Carregando...