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    Detenta que denunciou investigador por estupro em delegacia de MT foi presa por engano, diz defesa

    A detenta que denunciou ter sido estuprada dentro da delegacia de Sorriso (MT) pelo investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi presa após ser confundida com a autora de um homicídio na cidade. O servidor passou por audiência de custódia no domingo (1º) e permanece preso. O g1 tenta localizar a defesa dele.

    O advogado da vítima, Walter Rapuano, contou ao g1 que ela foi presa no dia 8 de dezembro do ano passado, mas foi solta no dia 11 do mesmo mês, após a polícia identificar, por meio de imagens de câmera de segurança, que ela não era a pessoa envolvida no crime.

    A Polícia Civil afirmou que não houve equívoco e que a prisão da mulher, na ocasião, foi realizada em cumprimento de mandado de prisão temporária decretado pela Justiça, uma vez que ela é investigada pelo homicídio.

    Conforme a defesa, a vítima foi violentada quatro vezes, entre as 18h do dia 9 de dezembro até o amanhecer do dia seguinte. Após ser solta, relatou o caso ao advogado e, em seguida, procurou o Ministério Público para formalizar a denúncia.

    Ainda de acordo com a declaração da defesa, o investigador retirava a mulher da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, segundo o advogado, o abusador ordenou que a vítima ficasse em silêncio, sob a ameaça de matar a filha dela, que é menor de idade.

    O g1 procurou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que informou que a mulher possui um mandado de prisão em aberto por suspeita de envolvimento com facções criminosas e tortura.

    A delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, informou que, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime. Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.

    Ainda conforme a delegada, outras presas foram ouvidas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve novas denúncias contra o policial. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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