Brasília (DF) – A terça-feira (22) foi marcada por mais um capítulo tenso na Câmara dos Deputados. Uma portaria publicada no Diário da Câmara no fim da manhã proibiu todas as reuniões de comissões durante o recesso parlamentar, medida que gerou revolta, principalmente entre deputados da oposição.
O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) foi um dos que mais se indignaram com o ato assinado pelo presidente da Câmara. Zaeli classificou a proibição como um ato claro de censura política e institucional.
“O nosso sentimento é de censura. Estão nos impedindo de trabalhar, de nos manifestar, de apoiar publicamente o presidente Bolsonaro. Censuram o que falamos, o que postamos e até o que pretendemos deliberar em comissão. Isso é muito grave”, afirmou o parlamentar mato-grossense.
A portaria tem validade até o dia 1º de agosto, abrangendo o período do recesso legislativo. No entanto, nesta mesma terça-feira, estavam previstas reuniões em duas comissões presididas por deputados do PL, que incluíam moções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a decisão, as pautas foram automaticamente suspensas.
Apesar da proibição, parlamentares da Comissão de Segurança Pública, da qual Zaeli é membro atuante, se reuniram informalmente e chegaram a exibir uma placa simbólica de apoio a Bolsonaro, como ato de protesto.
Zaeli também fez duras críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando ambos de atuarem em conluio para silenciar vozes da direita.
“O governo está se aliando com líderes de esquerda, não assume responsabilidades e empurra a culpa para os outros. Temos um Supremo que virou parceiro do Planalto, e isso está empurrando o Brasil para um cenário sombrio, parecido com a Venezuela”, alertou.
A oposição, que já vinha tensionando os ânimos com o Palácio do Planalto nos últimos dias, vê a medida como parte de uma estratégia de silenciamento da direita e dos parlamentares conservadores.



























