RONDONÓPOLIS (MT) – Uma tutora denunciou um grave caso de possível negligência ocorrido em um pet shop da cidade após levar sua cachorra para banho e tosa no último sábado (20). Segundo o relato, o animal foi o primeiro atendimento do dia e permaneceu no estabelecimento até por volta das 9h30 ou 10h da manhã.

Ao chegar em casa, inicialmente nada chamou a atenção. No entanto, pouco tempo depois, a tutora percebeu grande quantidade de sangue espalhado pelo chão, vinda das patas da cadela. Assustada, retornou imediatamente ao pet shop.
No local, a gerente, que também é proprietária do estabelecimento, teria apenas aplicado um “pozinho” nas unhas feridas e afirmado que “ela não sente dor naquela região”, minimizando a situação. A tutora voltou para casa, mas por volta das 16h o sangramento recomeçou de forma intensa.
Diante da gravidade, ela retornou novamente ao pet shop e pediu que o local fosse aberto. O proprietário tentou ministrar uma medicação injetável, o que foi recusado pela tutora, já que ele não é médico veterinário. A desconfiança aumentou, e a tutora decidiu não permitir nenhum procedimento adicional.
No domingo (21), um novo problema surgiu: o olho da cachorra começou a apresentar irritação, que evoluiu rapidamente. Ao entrar em contato com o responsável pelo pet shop, a tutora afirma que ouviu como resposta que, por ter feito publicações nas redes sociais denunciando o caso, o estabelecimento não prestaria mais qualquer tipo de ajuda.
Nesta segunda-feira, o quadro se agravou ainda mais, com piora significativa no olho do animal. A tutora acredita que a infecção possa ter sido causada por contaminação bacteriana, possivelmente transmitida por máquina de tosa sem higienização adequada, já que a região raspada teria entrado em contato com o olho da cadela. Diante disso, ela iniciou por conta própria o uso de antibiótico e colírio antibiótico, tentando conter a infecção.
Outro ponto que chama atenção no relato é a quantidade de unhas lesionadas. Segundo a tutora, não foi um acidente isolado: Três unhas sangraram em cada pata dianteira e Três unhas sangraram nas patas traseiras.Ao todo, nove unhas ficaram feridas, todas com sangramento, o que reforça a suspeita de procedimento mal executado e sem o devido cuidado técnico.
Após tornar o caso público, a tutora afirma ter recebido diversos relatos de outras pessoas com experiências negativas no mesmo local, além de enfrentar posturas consideradas arrogantes por parte dos responsáveis.
Ela relata ainda que um funcionário teria se apresentado como médico, apesar de não ser veterinário, alegando que a tutora deveria confiar nele porque “já tem 10 anos de idade” e estaria “terminando medicina”. Mesmo assim, a tutora manteve a decisão de não autorizar nenhum atendimento, afirmando que não confiava mais no estabelecimento.



























