O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião para discutir uma possível ação militar contra a Venezuela. A decisão sobre um ataque americano ao país sul-americano pode ser definida nas próximas horas.
O assunto será debatido por Trump com alguns dos principais nomes do governo, incluindo o Secretário de Guerra, Pete Hegseth, e o Secretário de Estado, Marco Rubio.
Ultimato e acusações de Maduro
Ao retornar da Flórida a Washington no fim de semana, Trump confirmou que teve uma conversa por telefone com o ditador venezuelano Nicolás Maduro há alguns dias.
Segundo o jornal Miami Herald, Trump teria dado um ultimato a Maduro: o ditador poderia fugir da Venezuela junto com familiares e aliados, desde que renunciasse ao poder. A proposta não foi aceita por Maduro.
Questionado se o alerta para que aviões evitem o espaço aéreo da Venezuela significava um iminente ataque, Trump disse que não era para se tirar conclusões precipitadas.
Na Venezuela, Nicolás Maduro retomou suas aparições públicas, afastando boatos de que teria deixado o país, e reagiu às ameaças americanas. Maduro pediu ajuda à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para deter o que chamou de agressão americana.
Segundo o ditador, a ofensiva militar americana no Caribe é uma tentativa de Trump de roubar as reservas venezuelanas de petróleo e derrubar o governo.
Secretário de guerra nega graves acusações
Enquanto o próximo passo de Trump segue incerto, graves acusações surgiram contra o Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
A imprensa americana reportou que Hegseth teria ordenado que as tropas matassem todos os tripulantes de barcos suspeitos de transportar drogas no Mar do Caribe. Isso incluiria possíveis sobreviventes dos bombardeios.
Hegseth negou as acusações. Ele utilizou uma montagem de um desenho infantil popular nos Estados Unidos para zombar dos ataques às embarcações no Caribe e das denúncias de eventuais crimes de guerra na ofensiva americana.



























