RONDONÓPOLIS (MT) — Chegou ao fim a investigação do Ministério Público Federal (MPF) que colocou sob suspeita a transferência da filha do prefeito Cláudio Ferreira (PL) para o curso de Medicina da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Em decisão unânime, o órgão homologou o arquivamento do procedimento ao concluir que não encontrou irregularidades no processo de ingresso da estudante.
O caso ganhou repercussão após denúncias questionarem como a estudante conseguiu deixar uma faculdade particular para estudar em uma universidade pública. A principal suspeita era de que a condição de filha do prefeito pudesse ter influenciado o resultado do processo seletivo.
Após analisar documentos, regras da universidade e os critérios utilizados na seleção, os procuradores chegaram a outra conclusão. Segundo o MPF, a estudante participou de um processo regular de transferência externa, previsto no regulamento da UFR e aberto a outros candidatos.
A investigação apontou que a classificação ocorreu com base no Índice de Rendimento Acadêmico (IRA), critério objetivo utilizado pela instituição para selecionar os concorrentes. Nenhum elemento indicou manipulação do processo ou favorecimento à estudante.
O Ministério Público também analisou a possibilidade de improbidade administrativa envolvendo servidores ou gestores da universidade, mas concluiu que não havia provas de violação aos princípios da administração pública. Por esse motivo, o procedimento foi arquivado.


























