Rondonópolis (MT) – Todo ano eleitoral tem seus personagens marcantes. Uns aparecem de surpresa, outros ressurgem das cinzas. E há aqueles que estão sempre no “quase”.
No caso de Agnelo Corbelino, o “quase” já virou uma regra.
Após ser renegado pelo PL em Rondonópolis, o apresentador e analista político segue firme em sua missão pessoal: tentar, mais uma vez, viabilizar sua pré-candidatura a deputado federal em 2026.
Quem acompanha a política local sabe a história de Agnelo daria uma série da Netflix em dez temporadas, com drama, reviravoltas e o mesmo final de sempre; a desistência no episódio final.
Agnelo vem ocupando espaço na mídia rondonopolitana, participando toda semana do programa 105 Notícias, apresentado por Zezé Pereira, onde comenta, analisa e cutuca o cenário político local.
Recentemente, chegou a afirmar que “não existe nome viável para deputado federal em Rondonópolis”, frase que soou, para muitos, como uma indireta direta ao próprio espelho.
Fontes do Marreta Urgente garantem que Agnelo vem mantendo conversas com lideranças do PSD, Podemos e Republicanos, testando as águas de cada legenda e avaliando quem pode ser seu novo porto político.
O problema é que o barco sempre zarpa antes de ele embarcar.
Desde 2012, Agnelo flerta com a política como quem ensaia um papel que nunca estreia. Já foi sondado por PT, PSDB, PL, PSD, Podemos e até partidos nanicos, mas, na hora “H”, roeu a corda.
A justificativa é sempre elegante: “motivos pessoais”.
Mas, no fundo, todos sabem que Agnelo é um sonhador incurável, e o sonho da urna parece sempre um pouco além da realidade do voto.
Na eleição de 2012, chegou perto de ser candidato a prefeito de Rondonópolis. O convite veio até do PT, e os bastidores ferviam.
No entanto, como em toda boa novela, o roteiro se repetiu: muita conversa, pouca convenção. Agnelo é o eterno protagonista de uma candidatura que nunca acontece.
vem aí mais um remake da série “O Candidato Que Não Foi”?
























