Mais de R$ 200 milhões em emendas Pix entraram na mira do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso. Só no último ano, foram mais de 70 inquéritos em mais de 50 municípios, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que identificou falta de transparência e risco à fiscalização do dinheiro público. Cidades grandes como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Cáceres e Rondonópolis estão na lista. O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) também entrou no jogo.
Outras cidades como Araputanga, Poconé, Nova Monte Verde, São Félix do Araguaia, Jangada, Barão de Melgaço, São Pedro da Cipa, Comodoro, Cocalinho, Chapada dos Guimarães, Alto Boa Vista, Querência, Nova Bandeirantes, Aripuanã, Pontal do Araguaia, Alto Paraguai, Araguaiana, Brasnorte, Ipiranga do Norte, Nova Olímpia, Planalto da Serra e Porto Estrela também possuem procedimentos de investigação.
O CASO DE RONDONÓPOLIS
No caso específico de Rondonópolis, a situação tem um ponto central que muda completamente o tom da discussão. As emendas investigadas no município são de 2021 e 2023, nos valores de R$ 1.250.000,00 e R$ 300 mil, ambas vinculadas a gestões anteriores.
A gestão do prefeito Cláudio Ferreira não é autora, nem executora originária desses repasses. A Prefeitura afirma que atua com total transparência, fornecendo documentos, dados e esclarecimentos sempre que solicitada pelos órgãos de controle.
Na prática, o que ocorre é acompanhamento institucional de recursos herdados, sem qualquer indício, até o momento, de irregularidade atribuída à atual administração.
Enquanto o debate nacional expõe distorções do modelo das emendas Pix, Rondonópolis tenta virar a página com transparência institucional. A atual gestão municipal sustenta que não esconde dados, não dificulta fiscalizações e não faz cortina de fumaça.
Em meio a um cenário onde bilhões circulam com pouca rastreabilidade, a estratégia adotada pela Prefeitura é simples e direta: abrir as contas, separar passado de presente e deixar que os órgãos de controle façam seu trabalho.
No fim das contas, a investigação segue. Mas, em Rondonópolis, o recado da atual gestão é claro: transparência não é discurso é prática administrativa.



























