O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin (foto) morreu na madrugada deste domingo, 20, aos 93 anos, em São Paulo. Ele passou mal em casa na noite de sábado, foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu e faleceu por volta das 3h30. A causa da morte não foi informada.
Marin estava com a saúde fragilizada desde o fim de 2023, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Desde então, vinha recebendo cuidados médicos contínuos.
Figura controversa do futebol brasileiro, Marin presidiu a CBF entre 2012 e 2015. Seu mandato foi marcado por denúncias de corrupção que resultaram em sua prisão, em 2015, no escândalo conhecido como Fifagate.
Ele foi detido pelo FBI na Suíça e, posteriormente, extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado. Marin cumpriu parte da pena em território americano, mas foi libertado em 2020 e retornou ao Brasil, onde passou a cumprir prisão domiciliar.
Antes da atuação no futebol, Marin teve longa carreira política. Foi vereador, deputado estadual e vice-governador de São Paulo na gestão Paulo Maluf, chegando a assumir o governo do estado por alguns meses em 1982, durante a ditadura militar. No mesmo ano, assumiu a presidência da Federação Paulista de Futebol, cargo que ocupou até 1988.
Durante seu período à frente da CBF, Marin inaugurou, em 2014, a nova sede da entidade na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, batizada com seu próprio nome — “José Maria Marin” figurava na fachada do edifício.
Nos últimos anos, viveu de forma reclusa na capital paulista.



























